.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

* Navegue no interior do site pelas "palavras de toque" ou através do "Arquivo do blog".

Flores, irmãs e amigas do Círculo Sagrado de Visões Femininas do Rio de Janeiro,

 

“Círculos de Mulheres podem ser vistos como um movimento evolucionário e revolucionário que está escondido por trás de uma imagem aparente: 
parece ser apenas um grupo de mulheres reunidas, mas cada mulher e cada Círculo está contribuindo para algo muito maior.” 

Jean Shinoda Bolen, “O Milionésimo Círculo” 

Este mês foi marcado por muitos acontecimentos e ventos de mudança. O Encontro das guardiãs do CSVF, deste ano, foi um momento reflexivo e de importantes decisões para os rumos de nossa Rede. A principal delas, a constatação de que a rede Círculo Sagrado de Visões Femininas chegou ao seu fim. 

Pela natureza da vida-morte-vida que rege nossos ciclos femininos, a Mãe-Terra e a Avó-lua, alguns dos círculos desta antiga rede irão continuar existindo, porém de forma autônoma e livre. 

E por `re-conhecer` o fluxo criativo dos acontecimentos, é que informo a vocês, com alegria no coração, de que nosso Círculo de Mulheres no Rio de Janeiro, continuará girando, nascendo e re-nascendo nas próximas luas novas.

E é com imenso amor por esse nosso espaço mítico de crescimento e partilha, que apresento a vocês o novo nome do nosso grupo: "Círculo de Mistérios Femininos "

Neste círculo de outubro, iremos honrar a energia que nos acompanhou desde a primavera de 2009, e plantar as sementes da nossa nova história. Será MUITO importante ter a presença de cada uma de vocês, mulheres, que nos acompanharam, que estiveram participando de cada parte desta trajetória, mesmo aquelas que como as marés, ressurgem depois de fluxos e refluxos, retornando para a celebrar o feminino e reafirmar o elo com nossa irmandade de mulheres.

Em breve, muito em breve, estarei mudando o nome de nossa comunidade no yahoogrupos. Também estaremos conversando e construindo, juntas, neste e nos próximos círculos, uma nova maneira de nos conectarmos e fluirmos juntas, circularmente.

Convido a todas, a participarem deste momento fecundo repleto de infinitas possibilidades. 

 Leiam, se possível o editorial deste mês, publicado na página da Rede e também ao final desta postagem,  escrito pela Coordenadora do Projeto do Círculo Sagrado de Visões Femininas, Sabrina Alves. É importante que cada uma de nós, possa entender o fundamento esta importante tomada de decisão.

http://circulosagradodevisoesfemininas.blogspot.com/


Gratidão a sagrada energia feminina que emana de todas vocês!

Aguardo vocês para esta próxima cerimônia de lua nova de outubro!

Dia 26/10/2011

as 20h - Espaço Mulher Ancestral

 (Botafogo-Rio de Janeiro)

Informações: espacomulherancestral@gmail.com
shaktilalla@hotmail.com


Marcela Zaroni
Espaço Cultural Mulher Ancestral
http://shaktilalla.blogspot.com/




Lua Nova: ULTIMO encontro da rede Círculo Sagrado de Visões Femininas


"Este projeto “Círculo Sagrado de Visões Femininas” sempre teve como maior intenção a liberdade das mulheres. Promover a livre expressão. Preencher o vazio comunitário social. Aliviar as dores por meio da partilha. Trazer o aprendizado pela experiência da outra, a cura de uma para todas por meio da partilha das experiências. Usar a sabedoria sapiencial do corpo (ou ciclos, menstruação, parto e menopausa) para estabelecer novas possibilidades de vivencias.

Teve inicio comigo, depois de experiências de muitos tipos de círculos, decidindo fazer encontros na Lua Nova sozinha em 2007, com o intuito primeiro de ajudar a melhorar o fluxo hormonal pela troca. Convidava outras mulheres para darem palestras sobre suas experiências em vários ramos. No parto, na economia, na dança, na arte...Tivemos mulheres com historias impressionantes.

Foi a partir desse sentir que percebi que as mulheres que estavam ali presentes a escutarem e a presenciar tais historias, fantásticas historias de mulheres e sua saga pela liberdade, sentiam-se alimentadas, nutridas e fortes para continuar na jornada da vida, optando por elas. E que isso deveria estar disponível para qualquer mulher. Qualquer. Como sempre foi. Embora silenciado por muitos anos, redesperto por grande mulheres no início da década de 70. Junto a descoberta de achados arqueológicos gradativamente essa possibilidade se tornava disponível.

Mas me incomodava principalmente, o fato de que o simples estava sendo enfumaçado. O simples da troca na diversidade no encontro de mulheres. Workshops, curso, aperfeiçoamentos, especializações surgiam com a promessa de ensinar as mulheres a estar em círculos, e/ou a ‘lidera-los’ (??). E ficava cada vez mais implícito que para estar em círculos você precisava ser guiada. E isso não parecia nem de longe a proposta da equidistância do centro.

Mas olhando para traz na historia das mulheres que levantaram as lembranças de estar em círculos na década de 70, eu não via isso.

Para quebrar o paradigma, descentralizar e colocar os círculos de forma concêntrica era a intenção.

Bom, tendo isso e como sempre fui uma pessoa que gostava de articular com outras pessoas pelo mundo e pelo Brasil, imediatamente me vieram as pessoas que poderiam estar comigo nesse inicio. Naquele primeiro círculo que configuraria uma rede. Ana Paula Andrade, Marcela Zaroni, Iony Ming, Jeruza e outras.... a partir daí a convocação das mulheres foi sendo feita pela inspiração que todas começaram a despertar em mulheres simples.

Percebi que deveria organizar de modo que a expansão se desse de forma que não houvesse dispersão. E que as sementes que estavam sendo plantadas pudessem vibrar de modo circular concêntrico. Ou seja, reverberando esfericamente. Para cima. Para Baixo. Para os lados. Para o centro. Tocando até mesmo quem não estivesse presente.

O que estava sendo plantando era a possibilidade de liberdade e de dialogo entre mulheres de diversas orientações religiosas, culturais, sexuais, econômicas. Um lugar para a nutrição da Rede-Revolução das mulheres.

E foi assim. Outras lindas mulheres chegaram. E nesse ir e vir, o mar em abundancia. E a cada estação novas surgiam. Outras iam. O fluxo e refluxo natural de tudo que é vivo.

A rede crescia. Chegamos ao numero de 25 mulheres e suas respectivas co-guardiãs. E cada vez mais mulheres entravam em contato. E o bonito de se ver eram mulheres que as vezes nem nunca se quer participaram de um círculo de mulheres sentiam que podia também fazer parte dessa rede.
Pelo simples fato de se identificar.

A orientação, gratuita, que dávamos era simples e junto a isso pedíamos que:
cuidassem para que a sua religião pessoal não fosse a cola; nem que trabalhos terapêuticos de grupos norteassem a intenção; nem que se colocassem como guias, líderes, pois eram somente mulheres que agregava outras. Bem simples.

Plantamos sementes. Semaduras de liberdade. Círculo livre.

Essa semente é a liberdade. Algo tão caro e que ainda precisamos reivindicar. Algo tão poético mas tão pouco declamado.
Algo tão falado mas tão pouco vivido.
E mulheres precisam dela. Move o sangue. Expande a alma.

E nesse movimento, mas uma vez libertário, com intenção prima de quebrar as amarras, A jornada do Círculo Sagrado de Visões Femininas em forma de rede chega ao fim.

O objetivo da rede foi atingido. Temos um sucesso espalhado em possibilidades de concretização de liberdade pelos quatro cantos da Terra.

Mulheres de diversos lugares do mundo sob varias circunstancias se sentem capazes de gestar círculos. De dar voz a outra irmã. De ouvir uma experiência e fazer uso dela. De criar vínculos de amor entre as mulheres.

Essa era a proposta do CSVF desde o inicio. Dizer as mulheres que qualquer uma, onde estivesse, independentemente de sua religião, orientação sexual ou poder aquisitivo e sem fazer curso ou Workshops algum poderia se quisesse sentar em círculo e com um sorriso no rosto ouvir e partilhar as experiências do legado do seu corpo.

O aprendizado da quebra de paradigma foi disposto. A cura foi atingida. O amor distribuído.

Sozinha podemos muito. Mas juntas sempre muito mais. Sentimos isso. Vivenciamos e aprendemos. Somos (todas as mulheres do mundo) as guardiãs da experiência sagrada de ser mulher independentemente de como escolheu vivenciar essa condição. Isso o que nos torna igual. Isso que nos torna singular.

Agora seremos o MEGA FONE da liberdade. Aos quatro cantos. Mundos. Vidas.

Faremos o ultimo encontro pela rede no dia 26 de outubro de 2011.

Este espaço será mantido como uma partilha, mais uma vez, do que foi vivenciado, aprendido e relembrado. Mas os encontros pelos CVSF não ocorrerão mais. Portanto, tanto o nome (Círculo Sagrado de Visões Femininas) e o logo ficaram salvaguardados SOMENTE nesse espaço coletivo.

E para essa Lua Nova a lembrança de que:
-->só você é sacerdotisa de você mesma;
-->Só você é a mestra de si mesma;
-->Só você é a sua própria medicina: libertação ou cura;
-->Só você pode se revelar o caminho
-->Nada nem ninguém está autorizado a te manipular
-->Nada nem ninguém está autorizado a te aprisionar;

fDDas mulheres (guardiãs) que ajudaram a construir esse rede, muitas permanecerão fazendo círculos na Lua Nova. Portanto busquem informações junto ao grupo que freqüentavam para outros detalhes.

Ainda em tempo, agradecemos especialmente por esse últimos meses, pela rede CSVF, mover energias para vinda do Conselho Internacional das 13 Avós Nativas em Brasília. E, nesse momento, o encontro com a ajuda de muitas outras pessoas flui como aguas serenas com vias de profundas transformações. Nosso muito obrigada.

Nos encontraremos

Sigamos conectad@s

Nós, mulheres, aqui e inteiras."

Sabrina Alves
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Meditação 11 de outubro - Décima Lua Jamie Samns  (do livro Earth Medicine)

Mexico: Teotihuacan,
Metepec, Goddess Holding
Flowering Branches.
AD. 650-750.

TECELAGEM DO SONHO


 
"Quando, no mistério,
Tecemos teias prateadas,
A vida torna-se o espelho
De sonhos que não se pode enganar?
E onde é que vamos carregar
Medos profundamente enterrados e dor,
Lembrando de deixá-los ir
Assim podemos amar de novo?
É algum lugar em nossa essência
Passamos a ter desejo de rotação,
Cada segmento criativo que nos leva,
De volta para casa, Para o coração novamente?
Despertai tecelões do mundo,
Nós estamos criando o sonho!
A Teia da Vida tem espaço para todos,
Dentro da Roda e seu esquema
Assim, tecem a teia da partilham,
De tudo o que já conhecemos;
Nosso sonho surge com carinho,
Através das sementes de amor das mais variadas formas. "


Fonte na web  e tradução: http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1193138775It007
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