.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

* Navegue no interior do site pelas "palavras de toque" ou através do "Arquivo do blog".



"Tenho uma visão à minha frente, e ela é tão clara quanto água. Nela, a antiga Mãe acordou e está sentada em seu trono, rejuvenescida, mais gloriosa do que nunca. Proclamem-na para todo o mundo, com uma voz de paz e benção."

Vivekananda (monge, iogue e filósofo hindu)
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Xingu chora e sangra
por Mônica Martins*

"Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.

Índio do Xingu. Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer “água boa”, “água limpa”. É o nome do nosso rio sagrado.

Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.

Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.

Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.

O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá. Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe… desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes. Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe…tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.

Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada. Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta. O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.

Com um grito agudo perguntou:

– Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?

Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.

O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue – e seu cheiro será o da morte.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia. A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.

Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.

– Quem arrancou a pele da nossa mãe? – gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.

As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.

– Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo – clamou – O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos – ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras.

Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!

“Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.”

Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!

Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.

Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver."


* Mônica Martins é jornalista e criadora da personagem fictícia Cacique Mutua.



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Cerimônia de Lua Nova, 01 de JUNHO, quarta, 20hs


Encontro do Círculo Sagrado de Visões femininas no Rio de janeiro:

Informações: 

Guardiã Marcela (8530-1340) e Guardiã de apoio: Juliana Baghdadi

E-mail: shaktilalla@hotmail.com
agendamahayogini@hotmail.com

Local:

Espaço Mahayogini - Rua Voluntários da Pátria, 371, sala:202 - Botafogo -RJ
http://espacomahayogini.blogspot.com


Dia 01 de junho, quarta-feira as 20hO que levar e como contribuir?
Sucos ou chás, alimentos para serem partilhados.
Trazer se possível para este círculo, retalhos, linhas e agulhas para a atividade.
A taxa de contribuição do círculo é de R$10,00 por encontro.

Encontro aberto para mulheres de todas as idades!


 Seja bem vinda!
))o((

 Venha celebrar e honrar a sagrada energia feminina!!!

Mulheres re-unidas em círculo na primeira noite de Lua Nova de junho 
dia 01, QUARTA, às 20hs!!!

"O convite esse mês é para a reflexão de nossas escolhas com potencias para a formação de cultura. Mas a pergunta é: que nova cultura queremos para tod@s!? 

O mes de maio foi marcado por muitas oportunidades de reflexão sobre nosso lugar no mundo. O mês teve espalhado pelo BRasil e o mundo, ações, congressos e divulgação de pesquisas sobre a sáude feminina e a violencia contra a mulher. 

A LUA NOVA de Junho será justamente na semana Internacional do Meio Ambiente. Pede a reflexão diante das ações efetivas que estamos tendo com nossa casa: o corpo e a Terra. Elas são sustentáveis? O que podemos fazer? Onde posso individualmente contribuir? Tenho cada vez mais aberto espaços em mim para autenticidade, sendo assim, sustentável com meu ser? Tenho sido honesta com minhas formas de consumo? 

Perguntas não nos faltam, mas e a ação, estamos efetivamente abertas para ela? 

O começo sempre é agora. Aproveite o reinicio novamente para se revisar. 


Sigamos conectad@s, 
com amor"

Coordenadora
Coletivo Clã Ciclos Sagrados
www.cladosciclossagrados.com


"Sigamos conectactados em amor e Paz!"


Encontros simultâneos e sincrônicos! 

Em
BRASIL
São Paulo - Vila Madelena, Bauru, Ilha Bela, Boiçucanga, Vila Zelina, Barão 
Gerlado           Rio Grande do Sul - Porto Alegre, São Leopoldo, Viamão, Imbé, Pelotas, Capão da Canoa.     
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, Maricá.      Goiania - Goiania        Bahia - Salvador       Espírito Santo - Vitória   Paraná - Curitiba.      Santa Catarina - Florianopólis        Pernambuco - Recife        Aracajú - Sergipe               Ceará -  Fortaleza

MUNDO
Perú -  Urubamba/Cusco
Portugal - Cintra, Porto
Chile - Santiago
Argentina - Rosário
Conectados pelo estilo de vida circula para REDE-Revolução em prol da Re-emêrgencia da Cultura da Mulher!

Contato: cladosciclossagrados@gmail.com
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IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

"Segunda-feira passada foi comemorado o dia da menstruação. E não era marketing de marca de absorvente.
Era ativismo menstrual. O termo é usado para descrever ações como falar abertamente sobre o assunto ou promover produtos ecológicos para usar "naqueles dias" -- expressão que não deve agradar às ativistas.

Quem são elas? 

O slogan da campanha, chamada "Segunda Vermelha" (2/5), dizia "1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação". Cerca de uma dúzia delas se reuniram no final daquela tarde em São Paulo, em um centro de cultura hindu na zona oeste da cidade.
O objetivo era valorizar e dar visibilidade à menstruação e incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde íntima e reprodutiva. Também havia a proposta de criar um "senso de diversão" em torno do tema e o mantra do "empoderamento" feminino.
"O ativismo menstrual faz parte da terceira onda do feminismo: ecofeministas, espiritualidade feminina", diz Sabrina Alves, 32, coordenadora do evento paulista.
Sabrina criou o coletivo de mulheres Clã Ciclos Sagrados. Ela é terapeuta corporal, mestranda em ciência da religião e "facilitadora" de eco-espiritualidade.
DIREITOS MENSTRUAIS
Algumas militantes defendem a criação de políticas públicas como o direito de faltar ao trabalho por causa de cólicas, a distribuição de produtos como absorventes de pano em postos de saúde e campanhas educativas.
Elas também querem colocar em discussão a segurança de tratamentos hormonais para parar menstruar e o uso de materiais sintéticos em absorventes e tampões.
A expansão do movimento, por sinal, foi nos anos 80, quando surgiram relatos de mortes por síndrome de choque tóxico causada pelo uso de absorventes internos.
As alternativas propostas são absorventes de pano (sim, as "toalhinhas" de nossas avós) e os coletores menstruais --que costumam causar certo frisson em quem ainda não está tão organicamente ligada ao seu fluxo mensal de sangue.
Feito de material flexível (látex ou silicone), em forma de sino, o coletor é introduzido no canal vaginal. Ao ficar cheio, é retirado, esvaziado, lavado com água e sabão e recolocado. A operação deve ser repetida umas quatro vezes ao dia, mas, segundo os fabricantes, dá para segurar até 12 horas.

HONRA TEU SANGUE

Nem todas as presentes adotam o utensílio, mas aprovam o conceito. "Vivemos na cultura do desperdício, tudo é descartável. Quem aqui não joga sangue no lixo?", perguntou a psicoterapeuta Monika von Koss, que deu uma palestra sobre "o poder criativo da menstruação".
Mais da metade das presentes levantaram a mão. O ativismo menstrual também prega que as mulheres honrem seu sangue.
Como assim? Depende do grau de comprometimento de cada uma. As mais espiritualizadas falam em rituais para devolver o sangue à "mãe Terra", como, contam elas, faziam os povos ancestrais.
Outras insistem que é preciso prestar mais atenção à menstruação e, em consequência, aumentar o conhecimento sobre o próprio corpo. O que não é má ideia.


FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/913983-ativista-menstrual-incentiva-mulher-a-celebrar-sangramento.shtml
 
Compartilhando do site das irmãs do Clã Filas da lua
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"O que temos perdido nesta cultura é um sentido de reverência. Creio que quando  reivindicarmos nosso sentido de reverência m relação a menstruação, ao sangue, aos ciclos da lua, a nossa fertilidade, às incríveis mudanças que ocorrem em nossos corpos, seremos capazes de reinvindicar também o nosso sentido de reverência ao universo, porque pra mim o ciclo menstrual é um microcoscmo do universo. Por isso, em vez do nosso amante ser posto de lado pela menstruação, ele deve se curvar perante ela a partir de cada célula, com um profundo sentimento.

Uma maneira de recriarmos esse sentido de reverência no mundo natural é realizando rituais, seja sozinhas ou coletivamente. Creio que é por não termos rituais de puberdade que por algum modo permanecemos adolescentes. Deve haver uma razão para as culturas possuírem ritos de puberdade. Encaro os rituais e os ciclos como oportunidades de se deixar as coisas seguirem seu caminho, de se renovarem e purificarem. Todos os rituais estão relacionados a deixar ir o velho e abrir espaço para o novo, porque vivemos em um planeta de ciclos. Por isso, a menstruação é tão importante quando reinvidicamos o ciclo natural da vida neste planeta ."

(do livro "Seu sangue é ouro" de  Lara Owen)
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Encontrei este texto muito interessante no blog Peregrina Cultural . É uma tradução de um artigo escrito por John Noble Wilford e re-publicado no Portal Terra, a respeito de uma exposição que aconteceu em NY ano retrazado, que resgata os aspectos da verdadeira história da antiga civilização européia pré-patriarcal...Cada vez mais há o reconhecimento destas culturas que foram o verdadeiro berço da humanidade e que se espalharam por todo o mundo. Uma era de maior igualitarismo onde o Conselho das Deusas reinava...
"Os desenhos marcantes de sua cerâmica revelam o refinamento da linguagem visual da cultura. Até descobertas recentes, os artefatos mais intrigantes eram figuras onipresentes de “deusas” de terracota, originalmente interpretadas como evidência do poder espiritual e político das mulheres da sociedade."

Segue o texto na íntegra...

Antiga civilização européia, ao longo do Danúbio, em exposição em Nova York.

7 12 2009

Foto: Marius Amarie
Escultura de mulher em terracota
, 4.050 a 3900 a.C.
Local: Cucuteni, Drăguşeni - Museu do Condado de Botoşani

"Antes da glória de Grécia e Roma, e até mesmo antes das primeiras cidades da Mesopotâmia ou dos templos ao longo do Nilo, havia no vale do Baixo Danúbio e ao pé das montanhas dos Bálcãs um povo à frente de seu tempo na arte, tecnologia e no comércio de longa distância.

—-

Foto: Marius Amarie
Vasilhame bi-cônico em terracota
, 3700-3500 a.C.
Local: Cucuteni, Şipeniţ
Museu Nacional de História Romênia, Bucareste
Por 1.500 anos, começando antes de 5.000 A.C., eles cultivaram e construíram cidades bastante grandes, algumas com até duas mil residências. Esse povo dominava a fundição de cobre em larga escala que era a nova tecnologia da época. Em seus túmulos foram encontrados uma gama impressionante de adereços de cabeça e colares e, em um cemitério, uma grande e, a mais antiga, coleção de artefatos de ouro do mundo.——-

Os desenhos marcantes de sua cerâmica revelam o refinamento da linguagem visual da cultura. Até descobertas recentes, os artefatos mais intrigantes eram figuras onipresentes de “deusas” de terracota, originalmente interpretadas como evidência do poder espiritual e político das mulheres da sociedade.

Photo: Marius Amarie
Modelo arquitetônnico em terracota com sete estatuetas
, 3700-3500 a.C.
Local: Piatra Neamţ
Complexo de Museus do Condado de Neamţ —-

Segundo arqueólogos e historiadores, a nova pesquisa ampliou a compreensão dessa cultura há muito tempo ignorada, e que parece ter se aproximado do limiar do status de “civilização”. A escrita ainda não havia sido inventada e ninguém sabe como o povo se chamava. Para alguns acadêmicos, o povo e a região são simplesmente a Velha Europa.

A cultura pouco conhecida está sendo resgatada da obscuridade em uma exposição, “O Mundo Perdido da Velha Europa: o vale do Danúbio, 5.000-3.500 A.C.“, que foi inaugurada no mês passado no Instituto para o Estudo do Mundo Antigo da Universidade de Nova York. Mais de 250 artefatos de museus da Bulgária, Moldávia e Romênia estão expostos pela primeira vez nos Estados Unidos. A mostra fica aberta até 25 de abril.

Foto: Marius Amarie
Escultura de Mulher em terracota
, 5.000 a 4.600 a.C.
Local: Hamangia, Baïa
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

Em seu auge, em torno de 4500 a.C., disse David W. Anthony, curador convidado da exposição, a Velha Europa estava entre os lugares mais sofisticados e tecnologicamente avançados do mundo e desenvolveu muitos sinais políticos, tecnológicos e ideológicos de civilização.

Anthony é professor de antropologia da Hartwick College, em Oneonta, no estado de Nova York, e autor do livro The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World; [ O cavalo, a roda e a linguagem: como os cavaleiros da era do bronze das estepes eurasianas moldaram o mundo moderno]. Historiadores sugerem que a chegada de povos das estepes ao sudeste da Europa pode ter contribuído para o colapso da cultura da Velha Europa por volta de 3500 a.C.

Foto: Marius Amarie
Vasilhame esférico com tampa em terracota
, 4.200 a 4050 a.C.
Local: Cucuteni, Scânteia
Complexo do Museu Nacional de Moldova

Na pré-abertura da exposição, Roger S. Bagnall, diretor do instituto, confessou que até agora muitos arqueólogos não haviam ouvido falar dessas culturas da Velha Europa. Admirando a cerâmica colorida, Bagnall, especialista em arqueologia egípcia, comentou que na época os egípcios com certeza não faziam cerâmica assim.

Foto: Rumyana Kostadinova Ivanova————
Cetro em ouro com 9 elementos
, 4.400 a 4.200 a.C
Local: Varna
Museu de História Regional de Varna

O catálogo da mostra, publicado pela Princeton University Press, é o primeiro compêndio em inglês da pesquisa sobre as descobertas da Velha Europa. O livro, editado por Anthony, com Jennifer Y. Chi, diretora-associada para exposições, inclui ensaios de especialistas da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Estados Unidos e dos países onde a cultura existiu.

Foto: Marius Amarie—–
Duas estatuetas em terracota
, 5.000 a 4.600 a.C.
Local: Hamangia, Cernavodă
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

—–Chi disse que a exposição reflete o interesse do instituto em estudar as relações entre as culturas conhecidas e ainda não apreciadas com deveriam ser.

Foto: Marius Amarie
Aplique antropomórfico em ouro,
4.000 a 3.500 a.C
Local: Bodrogkeresztúr, Moigrad
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste.

Embora escavações ao longo do último século tenham descoberto vestígios de antigos assentamentos e estátuas de deusas, foi apenas em 1972, quando arqueólogos locais descobriram um grande cemitério do quinto milênio a.C. em Varna, Bulgária, que eles começaram a suspeitar que aquelas não eram pessoas pobres vivendo em sociedades igualitárias não estruturadas. Mesmo então, isolados pela Guerra Fria com a Cortina de Ferro, os búlgaros e romenos foram incapazes de transmitir seu conhecimento ao Ocidente.

Foto: Elena-Roxana Munteanu
Grupo de 21 estatuetas e 13 cadeiras em terracota, 4.900 a 4.759 a.C.
Local: Cucuteni, Poduri-Dealul Ghindaru
Complexo de Museus do Condado de Neamţ Piatra Neamţ

A história que agora surge é que agricultores pioneiros após aproximadamente 6200 a.C. se mudaram para o norte em direção à Velha Europa, vindos da Grécia e da Macedônia e levando trigo, sementes de cevada e sua criação de gado e ovelhas. Eles estabeleceram colônias ao longo do Mar Negro e nas planícies e colinas do rio, que evoluíram em culturas relacionadas, mas um tanto distintas, descobriram os arqueólogos. Os assentamentos mantinham contato próximo através de redes de comércio de cobre e ouro e também compartilhavam padrões de cerâmica.

Foto: Marius Amarie
Vasilha antropomórfica
, em terracota, 5.550 a 5.000 a.C
Local:Vădastra, Vădastra
Museum Nacional de História da Romênia, Bucareste

A concha Spondylus do Mar Egeu era um item especial de comércio. Talvez as conchas, usadas em pingentes e pulseiras, fossem símbolos de seus ancestrais egeus. Outros acadêmicos veem essas aquisições de longa distância como motivadas em parte pela ideologia de que os produtos não eram bens no sentido moderno, mas sim “valores”, símbolos de status e reconhecimento.

Notando a difusão dessas conchas naquela época, Michel Louis Seferiades, antropólogo do Centro Nacional para Pesquisa Científica, na França, suspeita “que os objetos eram parte de um círculo de mistérios, um conjunto de crenças e mitos“.

Foto: Marius Amarie
Vasilha antropomórfica em terracota, 4.600 a 3.900 a.C.
Local: Gumelniţa, Sultana
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste
De qualquer forma, Seferiades escreveu no catálogo da exposição que a predominância das conchas sugere que a cultura possuía ligações com “uma rede de rotas de acesso e elaborados sistemas sociais de trocas – incluindo o escambo, a troca de presentes e a reciprocidade“.

Ao longo de uma ampla área que hoje é a Bulgária e a Romênia, o povo se assentou em vilarejos de casas de um ou múltiplos recintos, comprimidas dentro de fortificações. As casas, algumas com dois pisos, tinham suportes de madeira, paredes rebocadas com barro e chão de terra batida. Por alguma razão, as pessoas gostavam de fazer modelos de barro de residências com múltiplos pisos, exemplos dos quais estão em exposição.

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Algumas cidades do povo cucuteni, uma cultura posterior e aparentemente robusta no norte da Velha Europa, cresceram ao longo de mais de 320 hectares, o que os arqueólogos consideram maior do que qualquer assentamento humano da época. Mas as escavações ainda precisam encontrar evidências definitivas de palácios, templos ou grandes edifícios cívicos. Os arqueólogos concluíram que os rituais religiosos pareciam ser praticados nos lares, onde artefatos de culto foram encontrados.

A cerâmica caseira decorada em estilos diversos e complexos sugere a prática de refeições ritualísticas nas residências. Travessas enormes em prateleiras eram típicas da “apresentação socializante do alimento” da cultura, Chi disse.

Foto: Marius Amarie
Vasilha antropomórfica em terracota, 5.300 a 5.000 a.C.
Local: Banat, Parţa
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

À primeira vista, a falta de uma arquitetura de elite levou os acadêmicos a presumir que a Velha Europa possuía pouca ou nenhuma estrutura hierárquica de poder. Isso foi descartado pelos túmulos do cemitério de Varna. Nas duas décadas seguintes a 1972, os arqueólogos encontraram 310 túmulos datados de aproximadamente 4500 a.C.. Anthony disse que isso foi “a melhor prova da existência de uma posição social e política superior claramente distinta“.

Vladimir Slavchev, curador do Museu Regional de História de Varna, disse que “a riqueza e variedade dos presentes nos túmulos de Varna foi uma surpresa“, mesmo para o arqueólogo búlgaro Ivan Ivanov, que liderou as descobertas. “Varna é o cemitério mais antigo já encontrado em que humanos foram enterrados com ornamentos de ouro“, Slavchev disse.

Mais de três mil peças de ouro foram encontradas em 62 túmulos, junto de armas e instrumentos de cobre, ornamentos, colares e pulseiras das apreciadas conchas do Egeu. “A concentração de objetos de prestígio importados em uma distinta minoria de túmulos sugere que posições superiores institucionalizadas existiam”, observam os curadores da exposição em um painel que acompanha o ouro de Varna.

Contudo, é intrigante que a elite não parecesse usufruir de uma vida privada de excessos. “As pessoas que quando vivas vestiam trajes de ouro para eventos públicos“, Anthony escreveu, “voltavam para casas bastante comuns“.

O cobre, não o ouro, pode ter sido a principal fonte do sucesso econômico da Velha Europa, afirma Anthony. Como a fundição do cobre foi desenvolvida por volta de 5400 a.C., as culturas da Velha Europa exploraram os minérios da Bulgária e do que hoje é a Sérvia e aprenderam a técnica de alto aquecimento para extrair cobre metálico puro.

Foto: Marius Amarie
Figura antropomórfica em ouro, 4.000 a 3.500 a.C.
Local: Bodrogkeresztúr Culture, Moigrad
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste
O cobre fundido, usado em machados, lâminas de faca e em pulseiras, se tornou uma exportação valiosa. As peças de cobre da Velha Europa foram encontradas em túmulos ao longo do Rio Volga, 1,9 mil km a leste da Bulgária. Os arqueólogos recuperaram mais de cinco toneladas de peças de locais da Velha Europa.

Uma galeria inteira é dedicada às estatuetas, as mais familiares e provocantes peças dos tesouros da cultura. Elas foram encontradas em praticamente toda cultura da Velha Europa em vários contextos: em túmulos, santuários e outros prováveis “espaços religiosos”.

Uma das mais conhecidas é a figura em argila de um homem sentado, com os ombros curvados e as mãos no rosto em aparente contemplação. Chamada de “Pensador”, essa peça e outra figura feminina comparável foram encontradas em um cemitério da cultura hamangia, na Romênia. Será que eles estavam pensativos ou de luto?

Muitas das figuras representam mulheres em uma abstração estilizada, com corpos truncados ou alongados, de seios fartos e quadris largos. A sexualidade explícita dessas figuras convida interpretações relacionadas à fertilidade terrena e humana.

Um grupo notável de 21 figuras femininas, sentadas em um círculo, foi encontrado no local de um vilarejo anterior aos cucutenis no nordeste da Romênia. “Não é difícil imaginar“, disse Douglass W. Bailey da Universidade Estadual de São Francisco, o povo da Velha Europa “arrumando as figuras sentadas em um ou vários grupos de atividades em miniatura, talvez com figuras menores aos seus pés ou até mesmo no colo das figuras sentadas maiores“.

Outros imaginam as figuras como o “Conselho das Deusas”. Em seus influentes livros de três décadas atrás, Marija Gimbutas, antropóloga da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, ofereceu a hipótese de que essa e outras das chamadas figuras de Vênus eram representantes de divindades em cultos a uma Deusa Mãe que predominavam na Europa pré-histórica.

Embora a teoria de Gimbutas ainda tenha seguidores ardorosos, muitos acadêmicos se conformam com explicações mais conservadoras e não-divinas. O poder dos objetos, afirma Bailey, não estava em qualquer referência específica ao divino, mas em “um entendimento compartilhado de identidade de grupo“.

Como Bailey escreveu no catálogo da exposição, as figuras talvez devessem ser definidas apenas em termos de sua aparência real: retratos representativos em miniatura da forma humana. Assim, “presumo (como é justificado por nosso conhecimento da evolução humana) que a habilidade de fazer, usar e entender objetos simbólicos como tais estatuetas é uma habilidade compartilhada por todos os humanos modernos e, portanto, uma capacidade que conecta você, eu, o homem, a mulher e a criança do Neolítico e os pintores paleolíticos das cavernas“.

Ou então o “Pensador”, por exemplo, é a imagem de você, de mim, dos arqueólogos e historiadores confrontados e perplexos por uma cultura “perdida” no sudeste da Europa que viveu de maneira intensa muito antes de uma palavra ser escrita ou da roda ser girada.

Texto de John Noble Wilford

Amy Traduções com algumas modificações minhas.

Fotos do portal do The New York Times.

Fonte: Portal Terra "

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HANAMI O FLORESCER DA VIDA

Um projeto de priscila guedes

sinopse do filme:
é um documentário que retrata a atuação de um grupo de enfermeiras obstetras que dedicam suas vidas a apoiar gestantes no nascimento de seus filhos em um ambiente humano e acolhedor.
atuantes na região de florianópolis desde 2005, essas PARTEIRAS URBANAS deram forma à equipe que atende principalmente a partos domiciliares planejados, propagando a profunda filosofia de humanização da gestação, parto e pós-parto como um novo paradigma de humanização do mundo, embasado pelo conceito do famoso obstetra francês MICHEL ODENT, que diz “para mudar o mundo é preciso antes, mudar a forma de nascer”.


blog do filme
DOC HANAMI no FACEBOOK
site da realizadora
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Repassando a diante a mensagem para as irmãs brasileiras...


MEDITAÇÃO COLETIVA PELA TERRA A 21 DE MAIO, ÀS 22H30.


ORAÇÃO DAS MULHERES GUARDIÃS DA TERRA

“O meu coração de mulher é aspergido com o doce néctar da cura que a Mãe Cósmica faz chegar até mim. Neste momento sou parte do Círculo Sagrado de Mulheres de Luz,e unida às minhas irmãs, activo a minha força espiritual para irradiar energia amorosa através das minhas mãos e da minha consciência.
Peço-te, Mãe Cósmica, que abençoes as minhas mãos e as mãos d@s meus e minhas irmãs e irmãos de todo o mundo para poder canalizar aqui e agora a tua Luz Curadora para a Mãe Terra.
Peço-te, Mãe Divina, que faças de nós um instrumento da tua paz.
Peço-te, Mãe Divina, que faças de nós um instrumento do teu amor.
Ajuda-nos a despertarmos como Mulheres Sagradas, guerreiras do Amor, defensoras da Vida.
Acompanhada pela força espiritual de todas as minhas irmãs, envolvo a Terra numa intensa Luz Violeta e limpo-a de todas as suas feridas.
Liberto neste instante a sua dor e sofrimento, e envolvo a terra numa serena Luz Rosa,                  enchendo de vibração amorosa cada recanto deste planeta.
O poder de gestação do meu útero une-se ao poder de gestação dos úteros das minhas irmãs, 
E entre todas formamos um círculo sagrado de proteção da Mãe Terra.
Estando juntas e conscientes do nosso poder feminino unido,o nosso Amor é uma arma concreta, mais poderosa que qualquer arma de guerra.
Abro nas minhas circunstâncias atuais canais para a Graça Divina.
Comprometo-me a ser Guardiã da Mãe Natureza, amando e cuidando de tudo aquilo que a Deusa criou na Terra.
Comprometo-me a manter sempre viva esta oração, fortalecendo o Círculo de Mulheres de Luz.
E através dos meus atos quotidianos Comprometo-me a semear Amor em toda a Terra.”

“2.222 mulheres em meditação poderiam mudar o mundo.” 


CONVOCATORIA MUNDIAL CÍRCULOS DE MUJERES PARA LA SANACIÓN DE GAIA; 21 DE MAYO A LAS 22:22 H.
FUENTE: Arminda y Ana Nery

A todas las Mujeres de luz:
"Este es el momento de actuar, de juntarnos, de sanar las heridas de nuestras almas y las de la Madre Tierra. Es el momento de reir, de bailar, de dejar caer las máscaras y ser más nosotras mismas. Es el momento en que tenemos que dejar que nuestro corazón sea nuestro único guía, que el Amor sea el que nos muestre el camino y sus latidos marquen nuestros pasos. Es nuestro momento, mujeres de luz, para formar el Círculo."

Que el día 21 de Mayo hablemos todas las mujeres de luz del planeta con una sola voz y entonemos "La Oración de las Guardianas de la Tierra" a las 22:22 horas al unísono, conectando nuestros corazones al de la Madre Tierra.

Este año estamos haciendo un gran esfuerzo por expandir esta meditación y hemos creado blogs en distintos idiomas, gracias a la ayuda de varias hermosas mujeres, a las que les damos las gracias de corazón:

Castellano: http://meditacionmundialmujeres.wordpress.com/
Inglés: http://worldwidewomencircle.wordpress.com/
Francés: https://meditationmondialefemmes.wordpress.com/
Alemán: https://weltweitefrauenkreise.wordpress.com/
Italiano: http://meditazionemondialedidonne.wordpress.com/
Catalán: http://meditacomundialdedones.wordpress.com/
Gallego: http://meditacionmundialmulleres.wordpress.com/

Os pedimos que nos ayudéis a dar un gigantesco impulso a la meditación mundial y que gracias al esfuerzo de todas, pueda llegar la luz a los rincones más recónditos del planeta. Que este correo viaje por todo Gaia impulsado por la fuerza de nuestros corazones.

Desde nuestro corazón al vuestro,
Arminda y Ana Nery
Publicado por MERCHE E. - KEBUSKAS??
gracias por todo

 
http://circulomujeres.wordpress.com/

PS: Mensagem encontrada no blog "A deusa no coração da Mulher" em portugês, e na página do Circulo Matriztico

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Meditação baseada no folclore dos índios Navajos:

"Feche os olhos. Respire uma vez. Veja e sinta-se em seu tear, tecendo a sua vida como você gostaria que ela fosse.Selecione suas linhas da miríade de linhas a sua frente. Veja suas mãos copmo céu e terra matizando esta tapeçaria enquanto ouve a canção que o tear canta por sua eternidade. Então abra os olhos".

(do livro "imagens que curam", Gerald Epstein)
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