.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

* Navegue no interior do site pelas "palavras de toque" ou através do "Arquivo do blog".

“Quando um mulher , de certa tribo da África, sabe que esta grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam ate que aparece a “canção da criança”.
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e canta a sua canção.

Logo, quando a criança começa a sua educação, o povo se junta e canta sua canção.

Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.

Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.

Finalmente, quando sua alma esta para ir-se deste mundo, a família e os amigos aproximam-se, e da mesma forma como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na “viagem”.

“Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam a sua canção.

“A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.

Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.”

Teus amigos conhecem a “tua canção” e a cantam quando a esqueces.

Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.

Eles recordam tua beleza quando te sentes feio, tua totalidade quando estas quebrado, tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estas confuso.”

(Autor Anômimo)
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Imaginação, artes e cura são reavivadas com o resgate da energia feminina 
Por Rose Mary Bezerra


    " É provável que, daqui para a frente, muitos casais sejam surpreendidos festejando e dando boas vindas a cada novo nascimento - como o Universo - quando ouvirem a declaração do obstetra: é uma menina!

     Apesar de ainda ser um hábito comum muitas mulheres amaldiçoarem o dia em que nasceram, devido a séculos de opressão e sofrimento pelo predomínio cultural dos valores ditos masculinos - e, o que é pior, repassarem esse sentimento adiante às filhas e netas - o choque dessa mudança será grande nesse futuro tão próximo.

     A mulher desconhece a força existente em seu interior que lhe foi outorgada pela Natureza com um propósito bem definido. Às portas do Terceiro Milênio, seu despertar começa a ser estimulado com intensidade crescente, justamente por ter um papel chave e grande responsabilidade na virada de jogo do atual contexto de desestruturação geral e destruição do planeta.

     A protagonista fundamental da Nova Era será a mulher, aponta também nesta direção o xamã andino Chamalú Munamauta, que esteve recentemente em Fortaleza, a convite de Ana Maria Norões, do Instituto de Prevenção da Desnutrição e Excepcionalidade (Iprede), e do médico homeopata Dr. Emílio Furlani. O indígena ministrou vários seminários, dentre eles, um destinado às mulheres sobre o despertar da guerreira que existe em cada uma, através do manejo da energia feminina, que começa a predominar daqui para a frente.

     A GUERREIRA — Aos menos convictos dessa passagem do cetro ao poder feminino, o xamã esclarece que essa transformação é algo muito mais amplo do que se possa imaginar, com influências e repercussões cósmicas e planetária. ‘‘Devido a certos ciclos cósmicos, desde meados deste século, está havendo uma mudança do centro de captação de energia da Terra dos Himalaias para os Andes. Isso tem promovido sérias conseqüências transcedentais, sendo uma das mais importantes a reativação da polaridade feminina, a qual não inclui somente às mulheres, mas também todos os seres do sexo feminino, seja do reino mineral, vegetal ou animal.’’

     No que se refere ao aspecto humano desse processo de reativação, as mulheres que foram por tanto tempo marginalizadas, têm se empenhado e mobilizado para essa mudança em seu próprio cotidiano para transpor todos esses preconceitos que barraram seu crescimento, mudança essa de alcance planetário. O empenho feminino fez com que cada mulher conseguisse ir adentrando e atuando em várias frentes, antes proibidas à sua presença, seja social, política, econômica. Com a posição firmada, o cuidado que ela deve ter daqui para frente está em recuperar sua antiga dimensão sagrada, única que permitirá o desenvolvimento de sua potencialidade criativa.

     Chamalú Munamauta brinca ter se especializado na ‘ginecologia espiritual’. Ou seja, pela intensa procura feminina à tradição xamã dos Andes, ele pensou sobretudo nas mulheres que tanto necessitam iniciar-se nos grandes mistérios e resgatar todo esse conhecimento que permaneceu com suas ancestrais.

     Janajpacha, a comunidade criada por Chamalú próximo de Cotchabamba e a poucos quilômetros da selva boliviana, incorporou além da tradição inca-amáutica, outras tradições indígenas e espiritualistas, adaptadas ao tempo e circunstâncias presentes.

     A simplicidade deve ser buscada em todas as coisas, diz o xamã. Essa simplicidade está, inclusive nas formas espirituais que Chamalú ensina aos que buscam sua conhecimento em Janajpacha. Para ele, os ensinamentos constituem a arte de viver, que oferece condições a cada ser, por meio de práticas com danças, músicas e rituais que movimentam as energias telúricas e as integram com as cósmicas, a fazer de sua vida uma obra de arte.

     A mulher natural, espontânea, saudável, é uma artista nata, atesta ele. Regida pela Lua da qual recebe influência direta, a mulher quando se desvia desse caminho natural perde toda sua vivacidade e talento criativo. Na verdade, perde-se de sua essência, de si própria, como uma flor que não consegue desabrochar, abrir-se ao sol da sua vida.

     Tal qual a lua, que vai mudando ciclicamente de fase (a cada 7 dias), a mulher, consoante a tradição xamânica, possui também sua lua interna, exteriorizada através de seu ciclo menstrual. Na tradição indígena, a mulher tem a tarefa de conectar-se com a influência dessas duas luas: a pessoal e a planetária (na linguagem indígena, Pachamama e Mamachilla). Com isso, abrem seus canais de percepção, dando passos adiante em seu crescimento pessoal, expandindo-se em luz e amor. Uma mulher íntegra não precisa dizer nada, sua própria presença já diz tudo.

     São quatro as fases dos ciclos lunares (interno e externo). Na tradição andina dos Incas, o quatro é um número sagrado, por isso, para as mulheres, ele é representado por quatro arquétipos, apontando nas quatro direções.

     A XAMÃ - O primeiro arquétipo com o qual a mulher necessita urgentemente se re-conectar, segundo Chamalú, representa a própria Madre Tierra, ou o Universo criador que é feminino, ou seja, é Pachamama. Ela consegue manter esse elo por meio de atividades muito simples, como caminhar descalça sobre a terra ou a grama, ou mesmo sentar-se sobre a terra com um mínimo de roupa (de preferência, de fibras naturais), procedendo a uma meditação ao entardecer. Em locais fechados e elevados, como apartamentos pode ocorrer deslocamentos de energias pelo distanciamento da terra. A opção é sentar-se sobre a pele de um animal, que dará proteção e a isolará de interferências de energias estranhas.

     O mestre boliviano lembra que um dos locais de captação e trocas energéticas está onde se dorme, por isso, toda atenção a ele é pouca. A pessoa deve procurar desenvolver sua sensibilidade e outros níveis de percepção mais sutis, para saber em quais locais consegue se reabastecer e revigorar e, outros, em que enfraquece rapidamente, chegando até a adoecer. Por isso não se deve dormir em qualquer lugar. Eletroeletrônicos no devem ser evitados no quarto.

     O homem moderno perdeu toda essa informação e sabedoria mantida por seus ancestrais sobre o manejo correto das energias pessoais com a dos que os cercam, incluindo de locais e objetos, muitos com propriedades altamente curadoras e regeneradoras, como determinadas pedras, árvores e, a própria terra. O xamã explica ser importante eleger um local dentro de sua habitação que servirá para seu repouso. Se ele não for ideal, a pessoa logo o saberá identificar, observando a qualidade de seu sono e sonhos.

     É valioso para as mulheres que desejam se desfazer de sobrecargas energéticas negativas, entrar em contato com a terra, colocando suas mãos sobre ela, em forma de uma pirâmica. Descalças e na posição acocorada, dispor as mãos sobre a terra, visualizando algo que sai de seu campo energético e adentra a terra, e algo que penetra em si, é simples e altamente benéfico para a mulher.

     A DEUSA - O segundo arquétipo a se contactar é Mamachilla, a Lua. Pode-se conectar com esse arquétipo por meio da meditação. Um momento indicado pelo indígena boliviano para essa conexão é a fase da lua crescente, cerca de quatro a três dias antes da lua cheia. Coloca-se, então, as mãos em forma triangular, de pirâmide, voltando-a para a lua. Uma forma indireta de conectar com a lua, quando a noite estiver nublada, é por meio das árvores e vegetais, de um modo geral. As plantas contêm energias fortes de Mamachilla.

     Mamacocha é o terceiro arquétipo. São as águas - os lagos e os mares (para os índios, o mar segue ao princípio feminino). As águas outorgam às mulheres os anseios de sua alma, o místico, o mágico, o profundo mistério. ‘‘A terra dá à mulher a força de que ela necessita. Já Mamacocha lhe dá o movimento e a flexibilidade necessária, como a água, que é capaz de tomar todas as formas, sem perder sua essência. Pode-se conectar com ela por meio da dança livre e espontânea.

     A Mamaochio representa a xamã interior, a mulher de sabedoria, capaz do encontro consigo mesma. Neste âmbito, basicamente a mulher se conecta com Mamaochio por meio da meditação e, quando se encontra em sua fase lunar mais externa (no período menstrual), através da auto-observação e auto-contemplação.

     A mulher que observa-se como atua em várias circunstâncias e nos seus diversos ciclos lunares, acaba aprendendo a manejar sua energia em prol de sua felicidade, já que sabe o que a faz feliz, eliminando ou não dando atenção demasiada ao resto."
 
 

     *Redatora do Viva
© COPYRIGHT 1998 Diário do Nordeste.
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Este cartaz simpático foi escrito pela parteira Olívia Kimball*, e fala da arte de fazer nascer naturalmente. Achei interessante compartilhar...

(Clique na imagem para aumentá-la)

*"Olívia fez Faculdade de Parteira na fronteira entre Estados Unidos e México, viajou por vários países como África do Sul, Nova Zelândia, Inglaterra, Alemanha e Peru como aprendiz de Anciãos Nativos em busca de suas sabedoria. Realizou centenas de partos naturais em casa e em pequenas clínicas especializadas nos Estados Unidos e Peru, sendo o parto na água uma de suas especialidades. Seguiu com a Capoeira oferecida por brasileiros no Peru. Com forte ligação com a comunidade brasileira de Capoeira nos Estados Unidos e forte ressonância com a cultura, está agora conhecendo o país, aprimorando seu português e trabalhando em seu projeto."
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 Com a gestação, veio uma profunda e autêntica necessidade de mergulhar nos estudos sobre as variadas formas de parir, amamentar e maternar. Entre leituras de Michel Odent, Leboyer, Janet Balaskas, Lívia Penna, encontrei o que considero uma das maiores jóias, o livro "A Maternidade e o encontro com a própria sombra" escrito pela argentina Laura Gutman.

Sei que haverá um tempo em minha experiência onde deixarei os livros de lado para manifestar o que é natural e essencial...mas enquanto este tempo não chega, porque não me permitir ter o olhar mais amplo possível amparado pelo estudo daqueles que se dedicaram a pesquisar e a resgatar o lugar da mulher na autoria dos seus partos e a valorização da sabedoria intuitiva do nosso corpo-fêmea?


Por isso venho aqui para compartilhar um pouco desta leitura tão especial...Aquela que não me diz o que fazer, mas sim a que diz apenas para manifestar o que há em meu próprio ser!


A lactância selvagem (Laura Gutman)

"A maioria das mães que consultam por dificuldades na lactância estão preocupadas por saber como fazer as coisas corretamente, em lugar de procurar o silêncio interior, as raízes profundas, os vestígios de feminidade e um apoio no companheiro, na família ou na comunidade que favoreçam o encontro com sua essência pessoal.

A lactância genuína é manifestação de nossos aspectos mais terrenais, selvagens, filogenéticos. Para dar de mamar deveríamos passar quase o tempo todo nuas, sem largar a nossa criança, imersas num tempo fora do tempo, sem intelecto nem elaboração de pensamentos, sem necessidade de defender-se de nada nem de ninguém, senão somente sumidas num espaço imaginário e invisível para os demais.Isso é dar de mamar. É deixar aflorar nossos rincões ancestralmente esquecidos ou negados, nossos instintos animais que surgem sem imaginar que ainda estavam em nosso interior. E deixar-se levar pela surpresa de ver-nos lamber a nossos bebês, de cheirar a frescura de seu sangue, de chorrear entre um corpo e outro, de converter-se em corpo e fluidos dançantes.


Dar de mamar é despojar-se das mentiras que nos contamos toda a vida sobre quem somos ou quem deveríamos ser. É estar “desprolixas”, poderosas, famintas, como lobas, como leoas, como tigresas, como “canguruas”, como gatas. Muito relacionadas com as mamíferas de outras espécies em seu total afeiçoo para a criança, descuidando ao resto da comunidade, mas milimetricamente atenciosas às necessidades do recém nascido.

Deleitadas com o milagre, tratando de reconhecer que fomos nós as que o fizemos possível, e reencontrando-nos com o que tenha de sublime. É uma experiência mística se nos permitimos que assim seja.

Isto é tudo o que se precisa para poder dar de mamar a um filho. Nem métodos, nem horários, nem conselhos, nem relógios, nem cursos. Mas sim apoio, contenção e confiança de outros (marido, rede de mulheres, sociedade, âmbito social) para ser uma mesma mais do que nunca. Só permissão para ser o que queremos, fazer o que queremos, e deixar-se levar pela loucura do selvagem.

Isto é possível se se compreende que a psicologia feminina inclui este profundo afinco à mãe-terra, que o ser uma com a natureza é intrínseco ao ser essencial da mulher, e que se este aspecto não se põe de manifesto, a lactância simplesmente não flui. Não somos tão diferentes aos rios, aos vulcões, aos bosques. Só é necessário preservá-los dos ataques.

As mulheres que desejamos amamentar temos o desafio de não nos afastar desmedidamente de nossos instintos selvagens. Costumamos raciocinar, ler livros de puericultura e desta maneira perdemos o eixo entre tantos conselhos pretensamente “profissionais”.

Há uma idéia que atravessa e desativa a animalidade da lactância, e é a insistência para que a mãe se separe do corpo do bebê. Contrariamente ao que se supõe, o bebê deveria ser carregado pela mãe o tempo todo, inclusive e sobretudo quando dorme. A separação física à que nos submetemos como rotina entorpece a fluidez da lactância. Os bebês ocidentais dormem no moisés ou no carrinho ou em seus berços demasiadas horas. Esta conduta singelamente atenciosa contra a lactância. Porque dar de mamar é uma atividade corporal e energética constante. É como um rio que não pode parar de fluir: se se o bloqueia, desvia seu volume.

Dar de mamar é ter o bebê a colo, o tempo todo que seja possível. É corpo, é silêncio, é conexão com o submundo invisível, é fusão emocional, é loucura.

Sim, há que ser um pouco louca para maternar."
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"As mulheres hoje estão descobrindo que a espiritualidade é autêntica quando é intrinsicamente subjetiva, quando é trazida para fora, penadamente do útero da sua própria experiência" 

(Kolbenschlag, p.160). 


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