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Memorial

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"O caso de Millicent Gaika, sul-africana que suportou cinco horas de estupro por ser lésbica, trouxe novamente à tona a situação de opressão da mulher na África do Sul, capital mundial do estupro.

O país, que garante em constituição a igualdade de todos os cidadãos, tem suas mulheres vivendo sob permanente estado de insegurança.

Por ano, são 500 mil casos de estupro registrados. Estima-se que quase metade da população feminina vá ser vítima de estupro em algum momento de sua vida.

Leia o relatório completo com depoimentos das sobreviventes
Assine a petição da Avaaz pelo fim do estupro corretivo
Aceitação social da violência
Embora a impunidade para quem comete crimes contra a mulher na África do Sul seja regra, o problema se agrava quando esse crimes são motivados pelo preconceito.

Para a maioria das lésbicas sul-africanas, é preferível suportar o sofrimento a denunciar esse tipo de agressão: na África do Sul, o estupro “corretivo” tem quase plena aceitação social.

Uma pesquisa realizada por uma organização local revelou, por exemplo, que 20% dos homens acreditam que as vítimas de estupro gostaram da experiência. E mais: que elas fizeram por merecê-la.

Omissão do Estado

Além disso, as mulheres que têm coragem de denunciar esses crimes se deparam com um sistema judiciário falho, que acaba protegendo os agressores. Embora a constituição da África do Sul proíba a discriminação em função da opção sexual, o estupro “corretivo” não é julgado como crime motivado pelo preconceito.

Em 2009, quando a ActionAid publicou o relatório Crimes motivados pelo preconceito: O aumento de ocorrências de estupro “corretivo” na África do Sul, só um em cada cinco casos de estupro “corretivo” era julgado. Desses, pouco mais de 4% resultava em condenação.

Onda de violência crescente
Diante da recusa do governo sul-africano em priorizar a violência contra a mulher como questão de segurança pública, a onda de crimes motivados pelo preconceito só aumenta. Em 2009, organizações LGBT locais afirmavam tratar de cerca de 10 casos por semana.

Ainda mais alarmante é a transmissão do ódio à nova geração de homens sul-africanos. Cresce a ocorrência de estupros cometidos em escolas por garotos que acreditam poder “curar” suas colegas do lesbianismo.

Leia o relatório completo com depoimentos das sobreviventes
Assine a petição da Avaaz pelo fim do estupro corretivo "



Fonte: Act!onaid
28/01/11 

Outras fontes: Clique aqui

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2 Responses so far.

  1. Antes de mais nada: feliz Lammas. Recebi esse email e já assinei a petição. Precisamos divulgar, saber é poder! E com poder podemos ajudar essas mulhres de alguma forma, nem que seja só rezando.

    Bençãos da Senhora,

    Elaine

  2. Jeane says:

    Eu acreditava que esse tipo de coisa já não existisse, sério!, pq nos dias de hoje um preconceito tão provinciano, tão equeno, tão mesquinho....acreditei que com os problemas maiores causados por nós mesmos, como a degradação da natureza, tivessemos nos concientizados que juntos somos um, mas esse tipo de noticias me faz ver que o homem realmente é um ser inrracional.....

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