.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

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"As mulheres aprenderam a enfrentar o parto com bravura. Afinal, trazer uma criança ao mundo é uma atividade penosa e perigosa, uma das quais muitas mulheres antecipam com receio ou temem abertamente. Nas sociedades ocidentais as mulheres podem optar pelo uso de medicamentos para amenizar a experiência. Em contrapartida, as mulheres em muitas culturas indígenas esperam defrontar-se com a dor do trabalho de parto e o nascimento com coragem.

Na África do sul, uma menina San de 15 anos explicou a minha amiga, a etnógrafa Marjorie Shostak, seu entendimento em relação ao parto. Apesar de ainda não ter menstruado, já estava preparada mentalmente para os sofrimentos do parto. "As pessoas dizem que eu sou mulher e que me casarei e darei a luz uma criança algum dia", disse. "Também falam que dar a luz, é como algo que mata. Aquelas que tem medo morrem e são enterradas. As que não temem, vivem." (...).


Entre os astecas a metádora de dar a luz com uma forma de um combate simbólico estende-se há tempos antigos. Uma mulher grávida enfrentado o parto é descrita como uma guerreira pronta a lutar. O Florentine Codex, um manuscrito ilustrado do século XVI, relata como uma jovem estava preparada para sua primeira "batalha" (...).

(Trechos das pág. 256/257 - "A mulher no corpo de xamã"- Ph.D. Barbara Tedlock - Ed.Rocco)

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