.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

* Navegue no interior do site pelas "palavras de toque" ou através do "Arquivo do blog".

"Om vishwa rupayaii namaha"

"Saudações àquela que é a forma de todo o universo"


Shambhavi Lorain Chopra
Read More …

(clique na imagem para ampliá-la)

Data:
21 à 23 de agosto de 2009
Local: Fazenda Gaia, São Francisco Xavier, SP

"Shakti, poder transformador da consciência que pulsa por detrás de todas as formas de vida e das forças da Natureza, é a chave que nos abre as portas para o bem estar físico, psicológico e espiritual. A Shakti encontra-se dentro de nossas mentes e corações e só precisamos despertá-la para permitir que a sua energia flua para as nossas experiências diárias.

Neste Shakti Yoga, Yogini Shambavi irá ensinar a todos, homens e mulheres, como fazer essa energia vir à tona para que possa ser aplicada nas nossas relações, emoções, formas de comunicação e também na prática especial do Yoga Sadhana, que são aprendizados sagrados de contemplação, meditação, mantras, mudras, rituais e Yoga consciente.

O retiro da Yogini Shakti, por meio de trocas pessoais, interpessoais e entre os mundos interno e externo, nos ensinará a criar o nosso espaço sagrado, seja em nossa casas ou dentro de nossos corações, permitindo que a Shakti desperte, desenvolva-se e se expresse em tudo o que fizermos e que se torne nosso guia interior no nosso caminho espiritual. Chegaremos, homens e mulheres, a um nível mais profundo de conhecimento do nosso EU, decodificando as experiências místicas da nossa realidade Universal fazendo com que a nossa essência mais sagrada desabroche e assim, possamos abrir o nosso EU para o Divino. Toda essa profunda vivência, consciente, com nosso EU nos revelará práticas de autocura, de rejuvenescimento e de celebração da vida por meio dos ensinamentos decorrentes dos poderes universais resultantes da união da mente com o coração.

Vamos nos unir para fazer parte de um Universo, que é Uno na sua essência, e centrado na Harmonia, Consciência e Espiritualidade. Eu com a bondade da Mãe Natureza, através da dança sagrada da luz de Shakti.

Yogini Shambhavi é considerada uma importante Conselheira e Guia Espiritual da Índia e viaja pelo mundo ensinando como despertar o poder divino feminino, Shakti, e a verdade mais profunda do Yoga. Seu trabalho desperta o Divino poder feminino, no interior de nossos corações e mentes, permitindo que a sua Graça Suprema, adentre por nossas vidas e revele-se no nosso cotidiano.

Yogini Shambhavi possui a capacidade de conduzir, todos aqueles que a procuram a uma vivência da presença transformadora da Divina Mãe através da autocura, da meditação, da prática do yoga consciente, dos rituais sagrados e da entoação de mantras, que fazem com que o corpo, a mente e o espírito se conscientizem de que "a felicidade abosoluta é o estado natural do nosso ser"


Mais informações:

Casa Moksha
http://www.shambhavi-yogini.com/
Read More …

Encontramos na mitologia de diversos povos, vozes oraculares femininas, personagens e Deusas detentoras da sabedoria, dos destinos da humanidade e dos mistérios da vida, morte e vida.

As tríades fiandeiras Moiras (gregas), Parcas (romanas) e Nornes (nórdicas) eram ao mesmo tempo poderosas e terríveis, normalmente representadas nas figuras da virgem, da mãe e da anciã (Tríplices Deusas). Entre as Nornes, a virgem Skuld era a responsável pelas profecias e adivinhações, a guardiã do futuro, assim como Nona (grega) a que tece o fio da vida, cabendo as duas outras, a tarefa de manter e cortar o fio da vida. Na Índia, a trindade de Shaktis Saraswati, Lakshimi e Kali encarnam estas energias. Na África encontramos as Ìyá Mi Osorongà, as mães feiticeiras, como as senhoras do destino. Entre as Deusas tecelãs, a anciã Ixchel, Deusa Maia da lua, que tecendo no seu tear de cintura, é capaz de conceder respostas a seus discípulos em peregrinação ao seu oráculo situado numa ilha distante da costa. E a Deusa indígena hopi Kokyang Wuhti, conhecida também como mulher -aranha, que através do seu dom profético protege e auxilia todos seres.

As sacerdotisas, divinamente inspiradas, eram as guardiãs das artes mágicas e da divinação. Na Grécia, as Pitonisas ou Sibilas, em transe, intepretavam os sinais sagrados e comunicavam-se com os Deuses, utilizando instrumentos como espelhos, dados, fumaças, sonhos, sons de pássaros (...). Febe, a antiga Deusa grega da lua, da profecia, dos mistérios e dos segredos, dividia o oráculo de Delfos com Gaia (sua mãe) e Temis (sua irmã) embora mais tarde tenha transmitido este atributo ao Deus solar Apolo. Entre os nórdicos mulheres gyðjas e völvas manipulavam as runas e eram imbuídas de poder mágico, com especial habilidade para profecias.

Uma lista incontável de sacerdotisas são encontradas nas diversas culturas. Xamãs indígenas; Iyalorixás e Donés (...) do candomblé; mikogamis japonesas; wiccans contemporâneas(...) que através de suas danças sagradas, intuições, transes e sonhos proféticos, usam ou usaram seus corpos como espaço para o sagrado, templos da Deusa, santuários da vida, em honra a memória de suas ancestrais e de seu povo, como fontes de sabedoria e criatividade, como veículos do Sagrado feminino.

Entre os oráculos, os arquétipos femininos universais estão presentes de muitas maneiras. Dentre estes sistemas, o Tarot - que tem sua origem desconhecida, embora os registros históricos indiquem que sua redescoberta se deu na Europa na Idade Média - traz um conjunto de símbolos e alegorias que possuem uma forte correspondência com outros sistemas esotéricos. É um dos oráculos mais respeitados no mundo, sendo a versão do Tarot de Marselha a mais popular.

No conjunto de suas 78 cartas, alguns arcanos representam os arquétipos fundamentais do feminino. Além das cartas de corte dos arcanos menores, Rainhas e Princesas dos 4 elementos (Copas, Ouros, Paus e Espadas), temos entre os 22 arcanos maiores:

A figura da "Sacerdotisa" (arcano 2) revela a mulher sábia, a xamã, a bruxa, receptiva e intuitiva(yin), que esta em contato direto com o Sagrado e com a fonte de cura. Ela que representa o feminino espiritual, aconselha ao consulente que escute sua sabedoria interior.

A "Imperatriz" (3), é a mulher coroada que encarna o feminino material, é fecunda e criativa, representa a Grande Mãe que manifesta e dá vida a tudo que esta sendo gestado: filhos, sonhos, idéias, projetos. Expressa o amor através dos seus diversos dons, da arte, da sexualidade plena, do prazer, guardando também elementos arquetípicos de Deusas da beleza e do amor, como Afrodite e Oxum.

Com a "Justiça" (8 ou 11), o equilíbrio, a harmonia, o discernimento se apresentam no aspecto daquela que segura a balança e a espada da justiça, é a Palas Atena e a Maat egípcia que trazem discernimento e razão para a circunstância ou para o consulente.

A "Força" (11 ou 8) representa a energia da atratividade, da paixão, e da integração dos aspectos "instintivos" ao Self. A mulher que domina um leão com habilidade e criatividade, através da sua força interior.

Na "Temperança" (14) a integração alquímica das polaridades energéticas e psíquicas, femininas e masculinas, yin e yang, promove uma transformação profunda capaz de gerar uma mudança interior sútil para um novo nível de experiência ou estágio de desenvolvimento. Expressa harmonia e equilíbrio, presente na alegoria de uma anja, ou de uma mulher, que carrega duas jarras e permite que a água flua de um recipiente ao outro, misturando-os. É a Senhora das marés que guarda o fluxo e o refluxo das energias.

A "Estrela" (17) uma jovem inocente e nua carregando uma estrela acima da sua cabeça. Assim como a Temperança traz jarros em suas mãos, mas agora, verte suas águas na terra e na água, ambos elementos femininos. Como a chuva que lava e fertiliza a terra, representa as forças da renovação e da purificação. A confiança na Fonte e em si mesmo, a esperança, a inspiração, a conexão com o transcendente e a espiritualidade de maneira sincera.

Muitas adaptações foram realizadas em torno dos arcanos do Tarot de Marselha. A partir da década de 60, um grupo crescente de mulheres, artistas e pesquisadoras, movidas pelo interesse em fortalecer o movimento da Espiritualidade Feminina, passaram a desenvolver novas versões para o baralho, enfocando a temática do Sagrado feminino. Alguns destes trabalhos mais conhecidos são os de Kris Waldherr (Goddess Tarot), Isha Lerner (Tarot da Deusa Triplice) e Amy Sophia Marashinsky & Hrana Janto (Oráculo da Deusa).

Existem também muitos outros tarots sobre o Feminino Divino publicados e haverão aqueles que certamente aparecerão ao longo deste novo século onde os valores ligados a cultura Matrística e o Sagrado feminino estarão cada vez mais em evidência.

Artigo escrito por Shakti Lalla para o "Conselho das Deusas"(2008)
Read More …

Arte de Tara Rawson

"A mente deve ser controlada dentro do coração, até atingir seu fim, que é a sabedoria, que é a libertação; todo o restante é apenas uma continuação dos nós que nos preendem a vida"

KATHA-UPANISHAD
Read More …

"Ó Kālī, Kālī, Grande Kālī , Kalikā destruidora do demérito. Divindade doadora de Dharma , Artha Kama e Moksha , eu louvo o nome Nārāyanī."Mãe Kālī
por Jorge Farias

"Poucos personagens do extenso panteão indiano tem evocado respostas tão ambíguas e variadas quanto a figura da Mãe Kālī .

Para a imensa maioria , não familiarizada com a língua Sânscrita , Seu nome remete ao kaliyuga , a era na qual estamos vivendo . Entre aqueles habituados apenas à representações da Divindade em seu aspecto tranqüilo e pacificador , Sua figura ativamente protetora desperta sentimentos de surpresa e temor .

Na verdade a visão das representações da Mãe Kālī toca no fundo de nossos corações . Várias escrituras descrevem Suas formas , Sua iconografia é explicada em detalhes em textos como o KarpuradiStotram e o MahaNirvanaTantra ; Situada , em geral , no meio do campo crematório , Ela nos relembra da transitoriedade de todos os fenômenos e da inevitabilidade da morte . Seus longos cabelos emaranhados nos remetem às algemas da ilusão ( Maya ) , que faz com que acreditemos na realidade absoluta deste universo . Seus três olhos indicam seu conhecimento do presente , passado e futuro . Sua imensa língua esticada e Seus dentes afiados demonstram Sua capacidade de devorar inúmeros universos . Sua guirlanda formada por 50 ( cinqüenta ) cabeças decepadas representa as 50 ( cinqüenta ) letras do alfabeto Sânscrito , ou seja , todo o conhecimento que pode ser descrito através de palavras . Seu saiote de mãos humanas representa todas as ações que o homem pode realizar , por serem as mãos o principal veículo do Karma ; por exceção deste saiote , Ela apresenta-se nua , inalterada , original , coberta apenas pela aparência das ações humanas . Ela é representada sobre o Senhor Shiva , que permanece imóvel , demonstrando então o jogo (liilaa ) entre o aspecto estático ( na forma do Senhor Shiva ) e dinâmico ( na forma da Mãe Kaalii ) do universo . Com Seu braço superior direito Ela segura o facão sacrificial ( khadgam) ;Seu braço superior esquerdo segura uma cabeça ( mundam ) ; com Seu braço inferior direito Ela segura um tridente ( trishulam ) e Seu braço inferior esquerdo segura um pote com o fogo sacrificial ( Senhor Agni ) . Com um profundo significado simbólico Seus quatro braços demonstram os atos de uma alquimia universal que leva o homem à libertação (moksha ) .

Uma análise de Seu nome em Sânscrito mostra que este possui duas vogais longas ( "A" e "I" longos ) e não possui qualquer relação com o kaliyuga ( "A" breve e "I" breve ) .

Mãe Kālī é a Divindade primordial do tempo , existindo em todas as eras , apesar de mudar Seus nomes e vestimentas . Sua representação armada e em absoluto êxtase mostra Sua única e indissolúvel intenção ..... proteger Seus devotos em sua jornada pelos universos materiais até que alcancem a libertação .

Esta poderosa Mãe está sempre atenta e disposta à auxiliar aqueles que a buscam com sinceridade . Ela é a única Devi ( Deidade feminina ) que é chamada de " Mãe " por Seus devotos , devido ao Seu caráter protetor e tolerante .

Muitas escrituras foram dedicadas ao louvor à Mãe do universo ( Jagadambaa ) . Existem muitos hinos ( stotra ) Vaidikos , Pauranikos e Tantrikos ( respectivamente relacionados aos Vedas , Puranas e Tantras ) que elogiam a Sua excelência . Vários destes textos apontam diversos caminhos de realização para os vários tipos de alma encarnadas , para que possam realizar, em vida, o Dharma (equilíbrio com as leis do universo ) , Artha ( abundância material ) , Kama ( realização dos desejos ) e Moksha ( libertação final ) "


Fonte: Templo de Kali
Read More …


Este vídeo pode ser usado na meditação sobre o SriChakra. Contemple a beleza da Deusa em suas diversas faces .
Read More …


" Eu me curvo a Deusa feita de mantra, que consiste (nos 51) Ganeshas, (nos 9) planetas, (nas 27) constelações lunares, (nas 6) Yoginis, (nos 12) símbolos do zodíaco, e (nas 51) Matrikas-assentos ( 51 letras do alfabeto sânscrito) (...)

Eu adoro a Devi de todas as Devis, a grande Shri Siddha Matrika, cujas as letras do alfabeto, como o luar, decoram os três mundos."


Versos do Tantra de Vamakeshvara


Matrikas lutando contra os ashuras (demônios)
Read More …

"Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.

A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação.

Gayatri Mantra

O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:

OM BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
2)Sa: Bom uso da energia
3)Vi: Bom uso da riqueza
4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5)Va:A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8)Bhar: Controle Mental constante e firme
9)Go: Cooperação e Paciência
10)De: Todos os sentidos sob controle
11)Va: Vida Pura
12)Sya: Unidade do homem com Deus
13)Dhee: Sucesso em todas as esferas
14)Ma: Justiça Divina e Disciplina
15)Hi: Conhecimento
16)Dhi: Vida e morte
17)Yo: Seguir o caminho da retidão
18)Yo: Manutenção da Vida
19)Nah: Cautela e Segurança
20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23)Ya: Boa Progênie
24)At: Disciplinas da vida e cooperação

Fonte: http://www.anjodeluz.com.br/gayatri2.htm
Read More …

Read More …

"As Deusas Falam: Todo lugar que você vê é meu templo. Todos os eventos são atos de veneração a mim(...)" DeviGitaX.3

"O Budismo tem sua própria tradição de Tantra que tem sido preservada principalmente no Tibet, mas pode ser encontrada até certo ponto em todos os lugares, onde o Budismo Tântrico possui, de uma forma geral, muito em comum com o Hinduismo. Na verdade, parece ter mais em comum com o Hinduísmo que com as tradições do Budismo Theravadin do sudeste da Ásia. O Bu­dismo Tântrico é caracterizado por ritual de veneração (puja), devoção a formas de deuses e deusas (bhakti), Mantra Yoga, e uma ênfase em técnicas de Yoga, que são geralmente encontradas no Budismo do sul do Sri Lanka, Burma e Tailândia, mas os quais são fundamentais para o Hinduismo. Outro aspecto da cultura Hindu e Védica como os rituais do fogo (homa), medicina Ayurvédica, e astrologia Védica são parte da tradição do Budismo, particularmente a tibetana.

O Budismo como o Tantra Hindu empregam imagens de deusas e yogues (forças femininas do Yoga). Em pelo menos dois exemplos (Tara e Chhinnamasta) as imagens Budistas tem os mesmos nomes ou descrições das deusas hindus da sabedoria. O Budismo Tântrico ensina a devoção das deusas Hindus como Sarasvati e Lakshmi — que correspondem a Matangi e Kainala das deusas da sabedoria — e deuses Hindus como Ganesh e Kubera. Uma importante deidade, Mahakala do Budismo Tibetano parece ser a variação de Shiva-Mahakala do Hinduismo. A principal deidade Budista do Bodhisattva, Avalokiteshvara, é retratada em formas similares a tanto Shiva quanto Vishnu.
TARA
A deusa Tara é talvez a mais óbvia deidade em comum em ambas as tradições Hinduísta e Budista. Na tradição Budista Tara é a principal das Bodhisattvas femininas: um ser que viveu uma vez e fez um voto de ajudar todos os seres no futuro que clamarem por ela. Os Bodhisattvas Budistas tem mais ou menos o mesmo papel que as deidades da tradição Hindu. Elas não são simplesmente grandes seres do passado, mas princípios cósmicos e definitivamente a própria consciência. Assim considerando Tara aparece como a forma Budista da Deusa Suprema, Mãe Divina, criadora, preservadora e destruidora dos mundos. Similarmente, enquanto a Deusa Hindu é a Mãe cósmica muito além de qualquer necessidade de encarnação, como uma Bodhisattva ela assume formas para ajudar, ensinar ou salvar os seres. Ela está sempre presente por nós para requisita-la.

Tara na tradição Budista ocupa um papel como a Maheshvari ou Mahadevi, a Grande Deusa e Mãe dos mundos no Hinduismo. Ela representa geralmente o poder feminino e possui várias formas diferentes. Por outro lado, a figura de Tara na tradição Hindu não é tão comumente mencionada como as deidades Lakshmi, Kali, Durga, Parvati, ou Sarasvati. Tara é geralmente interpretada como uma das formas de Durga, que frequentemente representa a própria Mãe Suprema. Assim como Durga-Tara podem ser representadas como as Deusas supremas para ambos Hindus e Budistas.

A palavra Tara é um termo sânscrito antigo. Ocorre primeiramente no Yajur Veda (um antigo texto da era pré-Budista) no masculino como um nome para o Senhor Shiva como o que salva ou retira-nos das trevas e sofrimento.

Reverencia a salvadora (Tara), reverencia a que confere felicidade e a que confere prazer, reverencia a que produz a paz e a que produz prazer, reverencia ao auspicioso (Shiva) e a mais auspiciosa. — TaittiriyaSamhital V.5.8

O nome Tara primeiro ocorre na mesma seção dos Vedas onde o grande mantra de reverencia a Shiva (namah Shivaya) também primeiro aparece, e assim como os sete nomes principais desta deidade. Tarini, que como Tara significa o salvador, é utilizado como um nome para Durga no Mahabharata. Aparece no Hino de Arjuna a Durga antes da Guerra do Mahabharata na qual ele invoca sua graça para a vitória na batalha. A principal função de Durga é salvar-nos da dificuldade, assim como Tara. A veneração a Durga-Tara e Shiva é parte da mesma tradição referindo aos tempos Védicos.

Ambos Budismo e Hinduismo empregam a imagem da sabedoria como sendo a embarcação que nos atravessa através das águas do mundo ou do oceano de Samsara. Ambos sabedoria e embarcação são termos femininos em Sânscrito. O termo Budista para sabedoria, Prajna, é um termo védico e aparece nas Upanishads também, juntamente com muitas outras palavras ou termos Védicos femininos para sabedoria (como medha, dhi, tnati, manisha, yak, vani, nau). Um mantra para Durga, que aparece no suplemento do Rig Veda, fala de sua ação salvadora usando o termo Tara:

O renacido que venera a linda, gentil Deusa que tem a cor do fogo, o Fogo os leva através (tarayati) de todas dificuldades, como um navio através do mar. — Rig Veda Parishishthani 26.8

A raiz Sânscrita tri, "salvar”, é comum no pensamento Védico, particularmente na metáfora de atravessar o mar. Tam é o mesmo em ambos Hinduismo e Budismo como uma Deusa da sabedoria e entrega simbolizada pela embarcação da Palavra Divina, mas ela é mais comumente chamada Durga na tradição Hindu, onde ela tem uma maior variedade de funções e aspectos como a consorte do Senhor Shiva.

O rishi ou aquele que vê para a Tara Hindu é Akshobhya, que é sua consorte na terminologia Budista e também um Bodhisattva. O Akshobhya Hindu é uma forma do Senhor Shiva, que como o significado do termo não pode ser perturbado ou abalado. Além disso, Tara (ou Nila Sarasvati como ela é também chamada) é relacionada à China ou Mahachina, China ou Tibet, nos textos Tântricos Hindus (como o Devi Gita). Isto conecta a Tara Hindu com influencias Budistas. Entretanto, antigos textos Védicos e pre-Budistas (como Aitareya Brahmana viii. 14) falam de terras Védicas localizadas "além dos Himalaias”, sugerindo que o Tibet era anteriormente uma terra de cultura Védica. A pre-Budista Tibetana Bon religião, notamos, contém muitos elementos dos ensinamentos Hindus e Védicos como o Shaivismo.

A forma de meditação Budista de Tara é semelhante à forma Hindu de Laksmi. Ambas são usualmente simbolizadas na mesma posição sentada, com a perna direita pendente, com duas lótus em cada lado, e possuindo o mesmo gesto de mão básico. A única diferença é que a Tara Budista realiza o gesto da mão tocando o polegar e dedo indicador, enquanto Lakshmi tem suas mãos abertas. A Tara Hindu possui uma forma mais parecida com Kali, como discutido in sua sessão do livro. Isso é porque a Tara Budista como uma forma geral da Deusa contém muitas das funções da Divina Mãe que no Hinduismo são dadas a Laksmi e Sarasvati.

Portanto há pouca diferença entre a forma, função e uso da Tara nas tradições Hindu e Budista, ou do lugar da Deusa como um todo e as maneiras de sua adoração. Alguns eruditos, notavelmente Lama Govinda, tem tentado diferenciar Bodhisattvas Budistas femininas das Deusas Hindus seguindo a idéia de que a anterior representa sabedoria (Prajña), enquanto a posterior representa somente poder (Shakti), que é dito serem diferentes conceitos. Esta distinção é superficial, como já deveria ser evidente a partir das informações neste livro. As Deusas Hindus possuem três formas; como conhecimento, força e beleza (as três formas básicas de Sarasvati, Kali e Laksmi), que sempre andam juntas. Acima de tudo, Shakti é Cit-Shakti, a força da consciência. As Deusas Hindus são também chamadas Vidyas ou formas de conhecimento. E o Budismo Prajfla tem seu poder de iluminar, salvar ou proteger, e é similarmente a fonte de amor, compaixão e beleza.

Nós somos levados a seguinte conclusão: A forma de Tara que nós achamos na tradição Hindu parece estar em harmonia com o desenvolvimento do mesmo nome e termo das antigas fontes Védicas. A função de Tara como a geradora, que é um dos aspectos da consorte de Shiva, não requer outra influencia externa para explicar seu lugar dentro da tradição Hindu. Tara como um nome para ambos Shiva e sua consorte pode ser reconhecido em hinos Védicos muito antes do advento do Buddha.

O Budismo desenvolve a idéia de sabedoria salvacionista que é herdada do pensamento Budista, através da forma de Tara, que se torna sua formulação primordial do papel das Deusas. Isto de ser um desenvolvimento das primitivas idéias Védicas de sabedoria salvacionista, ou talvez seja um desenvolvimento independente. A natureza feminina da sabedoria não parece ser limitada a nenhuma tradição em particular como nós podemos observar através de figuras femininas como a Sophia do Gnosticism ou Isis no antigo Egito. Assim nada na idéia Budista de Tara requer uma influência externa para explicar seu papel também.

Isto não quer dizer que as duas formas de Tara não são relacionadas, mas que sua relação são mais devidas às afinidades gerais entre as duas tradições que qualquer empréstimo significativo. Ambas as tradições refletem uma base comum na cultura Védica, na tradição do yoga e no Tantra. Enquanto tem havido diferenças entre elas, estas na maioria tem sido superficiais e semânticas. As duas tradições se sobrepõe em grande extensão, que é o que nós verificamos em suas imagens das Deusas. Apenas em termos como karma, dharma ou nirvana ocorrem comumente em ambas às tradições, pois elas dividem uma cultura e língua em comum, logo do formas de Deuses e Deusas aparecem em cada uma delas. A origem do termo Tara, entretanto, deriva dos Vedas, que precedem o Budismo. Ainda que a ênfase do nome Tara como a Deusa suprema é primordialmente Budista.

Ambos Hinduísmo e Budismo (e o Jainismo também), deveríamos notar, seguem as mesmas regras de ícones descritos, incluindo seus ornamentos, armas, aparatos, posturas e gestos (mudras), e para os métodos de rituais de veneração, o uso de mantras, yantras e outras práticas. Se nós examinarmos o Inantra Budista para Tara, este é similar aos mantras para as Deusas Hindus.

Om tire tutäre ture svaha!
O mantra inicia com Om, que é o principal dos mantras Védicos e é também chamado Taraka ou o poder of deliverance. O mantra termina com SvThi, o principal mantra com o qual oferendas são feitas a Agni ou o fogo sagrado Védico, que é também considerado como outro nome para Durga.

Tura significa rapidamente; a Deusa é exaltada por sua rápida ajuda aos seus devotos.

CHHINNAMASTA/ VAJRA YOGINI

O papel das Yoginis, ou deidades femininas do Yoga ocorre em ambos pensamentos Hindu e Budista. No Budismo as Yoginis, como as Bodhisatt­vas, são espíritos que nos guiam na prática do Yoga. As Yoginis aparecem no pensamento Hindu não somente como guias na pratica do Yoga, mas como feroz Deusas e formas de Kali.

A mais importante yogini budista é VajraYogini. Ela é relacionada a Vajra Sattva (o ser diamante), que é a principal deidade do Vajrayana, o caminho Vajra, que é dito ser o mais elevado caminho mesmo maior que o Mahayana ou Grande Veículo. A descrição Budista da Yogini Vajra é exatamente a mesma que Chhinnamasta, um tronco sem cabeça segurando sua cabeça cortada em uma mão e bebendo seu próprio sangue. O Chhinamasta Hindu é também chamado Vajra Vairochani, ou a senhora resplandecente de Vajra ou thunder­bolt. Quem maneja o Vajra nos Vedas não é outra se não Indra, a principal dos antigos Deuses védicos. Entretanto, não deveremos confundir a Indra Védica com a Indra do posterior pensamento Hindu e Budista, que é meramente o Senhor do Paraíso ou o Rei dos Deuses. A Indra Védica é o Supremo Deus que dá iluminação. Sua principal ação é vencer o Sol, o símbolo do Atman ou a natureza do ser.

Indra achou Aquela Verdade, o Sol que estava habitando na escuridão. — Vishvamitra, RVIJI.39.5
Portanto o Budista venera of Vajra Yogini e Vajra Sattva aparece ser a forma posterior de veneração do Deus Védico supremo Indra e seu consorte.

CONECÇÕES GERAIS ENTRE HINDUISMO E BUDISMO

Muitas outras deidades e práticas Hindus e Budistas são similares. A tradição Budista tem uma Deusa escura como Kali que veste uma guirlanda de crânios e é venerada em um terreno de cremação. Portanto, apesar de que existem variações de nome, forma e função, todas as principais idéias por traz do Dasha Mahavidya, assim como muitas das Deusas Hindus remetendo-se aos Vedas, tem paralelos no pensamento Budista, assim sendo, combinando suas formas de adoração, devem ser possíveis sem haver nenhuma violação nos seus significados.

Enquanto o Hinduismo e o Budismo podem diferir em termos de nomes e formas, suas práticas essenciais de yoga são as mesmas. Suas diferenças semânticas podem geralmente ser facilmente resolvidas, tal questão nós iremos examinar brevemente aqui, apesar disto requerer um estudo com seu próprio direito. O mais importante é a visão que a idéia Budista de anatman ou não-ego é contrária ao conceito Hindu de Atman ou o ser elevado.

Enquanto essa dicotomia aparece primeiramente é notável, se examinarmos mais profundamente ela desaparece. O Atman Hindu ou Ser não é o ego ou auto-imagem, a entidade condicionada identificada com o complexo corpo-mente (apesar de que Atman em um sentido menos elevado pode ter estes significados). O termo mais comum para ego no pensamento Hindu é ahankara ou a "fabricação do eu”.Como Krishna declara:

O sábio que abandonando todos os desejos vive livre de anseios, o qual não tem senso do ego (nirahankara) ou de mineness (nirmama), alcança a paz.— Bhagavad Gita 11.71
Este conceito, encontrado também em textos Budistas, é igualmente a essência do Budismo e do Hinduismo. Enquanto o Budismo tecnicamente rejeita o termo Atman, existem termos similares como "natureza do Eu" ou "a face original antes do nascimento." Termos como "consciência pura," "não dualidade " ou o "absoluto" são comuns em ambas as tradições. O termo Budista Bodhicitta, como o Hindu Atman, refere-se a consciência iluminada que habita dentro do coração. Ambas tradições desse modo revolve em torno da discriminação entre o ego (atman Budismo ou o Hindu ahankara) e consciência iluminada (Budismo Bodhichitta ou o Hindu Atman). Ainda ambas as tradições concordam que a verdade transcenda todas as palavras, idéias e dicotomias da mente e é melhor revelada pelo silêncio ou pela negação de todos os nomes e termos. No Brihadaranyaka, o mais antigo Upanishad, Brabman (o Absoluto) é descrito como "neti-neti" ou não isso, nem aquilo. Esta visão é a mesma que o ensinamento da Vacuidade do Budismo, Shunyavada, como enfatizado pelo grande professor Budista Maliayana Nagarjuna, que a verdade está além de todas as visões conceituais. O Budismo também parece rejeitar o termo Brahman, o principal Deus ou o Absoluto do Hinduismo. Ainda que haja termos similares como o não nascido, não criado, Absoluto ou Dharmakaya. Na verdade a equação Hindu que Atman é Brahman pode ser identificada com a equação Budista que a Mente é Buddha. Atman e Mente representam a pura consciência, não para o ego ou mente condicionada. Buda e Braliman representam a suprema realidade. Portanto o Hinduismo e o Budismo são duas formulações da mesma tradição yóguica, diferenciando-se na abordagem, mas não na essência. "

Texto extraído do apêndice de "Yoga Tântrico e a Sabedoria das Deusas" de David Frawley. Editora Motilal Banarsidass

Fonte:
http://www.ayurveda-br.com/
.

PS: o texto apresenta alguns erros de grafia, procurei mantê-lo o mais próximo da fonte.

Charya Nritya, Vajrayogini dance
Read More …

Harish Johari, médico da tradicional medicina Ayurveda, sugere a seguinte receita para o período menstrual:

Ferver sementes de cenoura bem moídas em 250g de água até restar somente a metade da água. Beber essa água, acrescentando um pouco de açucar. Essa mistura deve ser ingerida durante dois ou três dias.

Esta prática irá auxiliar a purificação do corpo durante o fluxo.
Read More …

Mantras inspiradores

"Planet Yoga" - Faça o download do Cd aqui!

1-Wah- Jai Ma
2-Krishna Das - Kashi Vishwanath Gange
3-Jai Uttal - Gopala
4- Rasa - Govindah
5- Bhagvan Das - Raghupati
6- Krishna Das - Prayer to Rudra
7- Diana Rogers - Sri Ram
8- Dave Stringer - Ganashyama
9- Deva Premal - Gayatri Mantra
Read More …


Que eu possa dar a luz a mim mesma
Read More …

2. Svadhistana Chakra : Rakini Deví

O Chakra Svadhistana esta associado ao elemento água, ao corpo emocional/vital, ao poder da sexualidade e da reprodução. Localiza-se aproximadamente no baixo ventre, correspondendo a região dos ovários, Útero e o canal da Yoni.


Shakti Rakini, é a energia lunar, "pró-criativa", feminina e intuitiva que estimula a imaginação e a fantasia. Ao meditar sobre esta Deidade, perceba as emoções, os desejos e as impressões que ela desperta em você. Procure não se envolver emocionalmente, apenas permaneça atenta a experiência, observando-a com receptividade. Seu bija-mantra é o Vam. Entoe-o, até que seja capaz de sentir a vibração em seu ventre.

Rakini com a pele rosa claro (ou de cor azul clara), têm duas cabeças, que significam a dualidade da energia do segundo chakra (a maneira como nossa mente oscila em busca de equilíbrio, nossas flutuações emocionais); usa um sári vermelho e jóias no pesçoco e nos braços. Carrega em seus quatro braços: uma flecha (de Kama, o senhor do amor erótico), que representa a dualidade as emoções de prazer/dor; um crânio; um tambor (damaru) que simboliza o ritmo do chakra; um machado (purusha) que a torna capaz de cortar todos os obstáculos deste centro sagrado.

Devi Kamakhya

Nas mulheres, o sangue menstrual é um vayu-apana ligado a este chakra. Meditar durante a fase menstrual nesta deidade pode ajudar a nos conectar com este poder transformador, a capacidade de eliminar e purificar mensalmente as nossas emoções. Na India, a Deusa Kamakhya assim como Lalita Tripura estão associadas a este poder, sem o qual nenhuma mulher seria capaz de gerar a vida.
Read More …

"Aqueles que são devotados à Vós e refugiam-se em Vós, ainda que desamparados e perturbados, Vós os salvais de todo desconforto e infelicidade. Toda ansiedade Vós levais para longe, Ó Deusa, Expositora de Consciência, nós Vos reverenciamos"

Verso do Devi Mahatmya
Read More …

"Voce pode achar que nunca ouviu falar de Shankaracharya, mas é provável que voce mesmo ou alguém que conheça tenha sido influenciado pelo seu pensamento. Shankara foi um dos primeiros yogis a divulgar amplamente a idéia de que o mundo é um total "maya", uma ilusão, e que nós na realidade, somos todos um.

Ele foi um dos pensadores mais influentes da história asiática. Entretanto, na maior parte da sua vida, desprezou o princípio feminino, considerando tudo o que dissesse respeito à matéria ou ao desejo uma condição inferior do ser.

Certo dia, no final de sua curta vida, quando estava entrando em um templo de shiva, Shankaracharya encontrou uma mulher histérica de casta inferior bloqueando seu caminho. Ela soluçava descontroladamente sobre o cadáver do marido. Shankara achou a cena repugnante e desagradável.

- Saia do meu caminho! - ordenou.

A mulher iletrada olhou para ele com desconfiança.

- Voce não é o mestre que diz que todas as coisas são Brahman, que todas as coisas são Deus, que não há impureza em lugar algum? - retrucou ela, com amargura.

- Se eu não sou impura, por que devo sair do seu caminho? Se eu sou a realidade onipresente, com "posso" sair do seu caminho?

Shankara ficou chocado demais para responder.

A mulher ainda não tinha terminado.

- O seu poderoso Brahman não é mais do que isto! - gritou ela, apontando o marido morto.
Naquele momento, a mente do grande pensador se abriu com violência. Ele se lembrou de uma das imagens mais dramáticas da vasta iconografia religiosa da Índia: a esfarrapada Deusa Kali pressionando o cadáver do Deus Shiva. "Sem o poder Dela, o próprio Shiva não é capaz de se erguer", dizem os shaktas, os adoradores da
Deusa.

Naquela fração de segundo, Shankara compreendeu que, ao negligenciar a Deusa, ele perdera a própria essência da vida. Imaginando Brahman como consciência totalmente abstrata, pura e imóvel, ele tinha esquecido o aspecto fecundo, criativo e vivo da
realidade, o feminino.

Agora, a própria Kali estava se manifestando para fazê-lo lembrar da sua glória.

Para horror dos seus discípulos, Shankaracharya ajoelhou-se e segurou os pés da mulher, agradecendo-lheela lição.

- Não, voce não é impura. A minha mente é que era impura. Nunca encontrei um mestre maior do que voce.

Shankara desistiu de escrever sobre filosofia e passou os últimos anos de sua vida compondo poemas extáticos para a Deusa, alguns dos quais ainda são considerados
como os mais lindos entre os versos do idioma sânscrito.

Através dos séculos, desde Shankara, as mulheres de percepção extraordinária, quer festejadas, quer anônimas como a pesarosa viúva, deixaram as suas marcas indeléveis na espiritualidade indiana, com ou sem a aprovação da sociedade.

Hoje mulheres semelhantes andam pelo solo da Índia. Algumas cuidam de suas famílias em aldeias rurais inatingíveis por qualquer estrada pavimentada. Algumas estudam ou ensinam em universidades. Algumas vivem invisivelmente em choupanas nas florestas e em cavernas nas montanhas. "

Fonte:
http://www.almasdivinas.mhx.com.br/filhas_deusa/licao_da_deusa.htm
Read More …

laksanojjvaladivyangi laksakotyandanayika
laksyartha laksanagamya labdhakama latatanuh



laksana ujjvaladivyangi
Cujo divino corpo irradia a meta auspiciosa 69

laksakoti andanayika
Que é a meta dos Senhores de milhões de criações 70

laksyartha
Que é o objeto de toda busca ou a definição de toda meta 71

laksanagamya
Que é indefinível

labdhakama
Que tem realizado todos os desejos 73

latatanuh

Que é a personificação da ternura 74


Trecho de Lalita Tris’ati

Read More …

Read More …

Arte de Papia Ghoshal

Sente-se em sukhasana, padmásana ou sidha yoni ásana, harmonize a mente focando em sua respiração, permanendo com as mãos em Yoni-mudra*.

Com uma forte inspiração, fixe a mente no Adhara Lótus (muládhara). Depois empenhe-se em contrair a Yoni* , mantendo as mãos em Yoni Mudrá na frente na barriga, aproximadamente na região do útero. Relaxe os braços e ombros e respire de forma ritmada e suave (se preferir faça a respiração diafragmática com ou sem retenção).

Contemple na Deusa que reside na Yoni e que é bela como uma flor brilhante. Acima dela está uma pequena e sutil chama, cuja forma é a Inteligência. Portanto imagine que a união se faz presente lá entre ela mesma e a chama, Shiva e Shakti, sol e lua.

Procure imaginar esta energia ascendendo através dos chakras, pelo canal de sushumná, nos 3 corpos (corpo etérico, astral e mental). Há a emissão de néctar em todos os chakras, trazendo grande felicidade. Sua cor é rosa clara, finalizando em jatos, o néctar imortal, Kula-Amrita. Absorva esta sensação, que é manifestação do divino (Kundaliní Shaktí), permitindo aos poucos que esta energia novamente se assente no espaço perineal.

Finalize a meditação trazendo a consciência ao aqui e agora, observando a sua própria respiração, desfazendo suavemente o mudrá, abrindo os olhos e alongando-se. Registre suas percepções em um diário.

*"Yoni é uma palavra do Sânscrito (योिन) que significa "passagem divina", "lugar de nascimento", "fonte de vida", "templo sagrado" e ainda o órgão sexual feminino." (Fonte: wikipedia)

*Adaptado do tratado de yoga Shiva Samhita.
Read More …

Em cada chakra assenta-se uma Shakti que pode ser desperta através do som(mantra), em dhyana (meditação) e dharana (concetração/visualização) .

1. Dakini Shakti
Em muladhara/chakra básico repousa a energia de Dakini.

Sentada sobre a lótus ao lado de Bala Brahma, possui a pele cor de rosa, sari amarelo ou escarlate, olhos vermelhos brilhantes. Na mão direita inferior segura o poder protetor do escudo, na superior sustenta uma espada, símbolo do discernimento e da superação das dificuldades. Na mão esquerda sustenta um crânio, que representa a conquista do medo da morte e o tridente encontrado também nas representações de Shiva.

O bija mantra que ativa a vibração desta Devi (Deusa)é o Lam, podendo ser entoado por 108 vezes, junto com a visualização da Deidade e a respiração focada. Concentre-se em levar a respiração (prana-shakti) ao Centro Sagrado, energizando-o.

Arte: Caroline Jariwala

Junto com as visualizações pode-se realizar uma série de ásanas voltados para o equilíbrio do chakra correspondente. Assim, o trabalho estará potencializado. Os ásanas auxiliam no desbloqueio dos centros energéticos, contribuindo assim para o livre fluxo do prana.

Nos próximos posts tratarei das demais Devis assentadas sobre os chakras.
Read More …


Om Shakti Om


"Om Sri Devi ma"


"Ganga Yoni Svarupini"
Read More …


A sacerdotisa de Bastões representa a energia arquetipica da bruxa ou feiticeira: um símbolo do poder feminino em ação.

Cronologicamente, ela é a Mãe de todo grupo ancestral, o coração da humanidade. Desfruta da inteligência natural das yogini ou Mestras do Fogo, e espelha a satisfação íntima e o bem-estar que acompanham seu trabalho de gerar poder em prol do grupo. De forma análoga aos antigos círculos de pedra, esta sacerdotisa coleta energia e a conserva, convertendo-se assim com o passar do tempo num poderoso reservatório.

Na condição de sacerdotisa (...) ela detém o conhecimento do fogo serpentino kundalínico, o qual eleva a fim de concluir suas tarefas e obras mágicas para a comunidade. Esta capacitada a posicionar-se no centro do círculo humano (...) e drenar força vital do cosmo para armazená-la para uso alheio.
Read More …



Visualizando-a na forma de uma árvore:

Com raizes profundas ligadas a terra, com o tronco forte, florescendo no mundo e fornecendo abrigo e alimento.



Visualizando-a na forma de um leão ou tigre:

Feroz, protegendo suas crias. Eliminando a injustiça.



Visualizando-a na forma de uma serpente:

Reconectando-nos com a energia do céu e da terra, com o poder da intuição e abendoando-nos com o poder de cura.
Read More …


"Quando as mulheres reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem, elas recebem o dom de dispor de uma observadora interna permanente, uma sábia, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, uma intuitiva, uma criadora, uma inventora e uma ouvinte que guia, sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos (...). Quando as mulheres estão com a Mulher Selvagem, a realidade desse relacionamento transparece nelas. Não importa o que aconteça, esta instrutora, mãe e mentora selvagem dá sustentação às suas vidas interior e exterior."


Clarissa Pinkola Estés, Mulheres que correm com os Lobos
Read More …

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...