.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

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Homenagem ao Aspecto Feminino da Divindade.


"O Navaratri Puja é o culto de adoração ao Aspecto feminino de Deus denominado DEVI em suas diversas formas, Durga, Lakshmi e Sarawati. Serão dez dias de pujas e cantos devocionais a Divina Mãe. Nos dias auspiciosos que são comemorados o Navaratri Puja é realizado o Puja do Maha Yantra de Sri Yogui Devi (Adoração ao yantra de Devi).


Dias - Adoração a Divina Durga

Maha Durga (a grande Durga) é a Shakti (energia feminina ou consorte) do Senhor Shiva, aquele que corresponde ao terceiro aspecto da Trimurti (Trindade Hindu) e representa os aspectos Destruidor/Transformador de Deus. Sendo assim, ela manifesta o poder destruidor de Shiva, que é a característica da Guna (qualidade) tamásica, representada pela cor preta.

Durga vence a escuridão, destruindo a ignorância para que a transformação possa ocorrer. Aquela que remove os obstáculos.


Dias - Adoração a Divina Lakshimi

MahaLakshmi (a grande Lakshmi) ou Sri Lakshmi (literalmente, "marca"), é a Devi que corresponde ao Senhor Vishnu, o aspecto Preservador/Conservador da Trimurti. Como sua Shakti (energia feminina), ela representa a qualidade rajásica (atividade), necessária para garantir a preservação da Criação.


Dias - Adoração a Divina Saraswati

Sarasvati (literalmente, “aquela que flui”) é a consorte do Senhor Brahma, o aspecto Criador da trindade hindu. Como sua Shakti, ela simboliza as qualidades satvicas (equilíbrio – pureza), necessárias à Sabedoria. Por isso, ela é representada pela cor branca. Sarasvati também simboliza a boca e a pureza da fala (que confere poder à palavra proferida).

Sarasvati é considerada a Deusa das Ciências, das artes e da Sabedoria.


Dia - Vijaya Dasami ou Dia da Vitória – Yoga Devi

O ponto culminante do Festival acontece no décimo dia, conhecido como Vijaya Dasami (Dia da Vitória). Ele indica que o êxito da Realização é possível para todo aquele que verdadeiramente se dispõe a enfrentar e destruir a escuridão da ignorância, na qual o homem comum se encontra imerso."


Fonte: Naradeva Shala

http://www.suddhadharma.com/pujas.htm

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por Caitlín Matthews

"Vivemos numa era de redescobertas e lembranças, onde o Divino Feminino é recuperado como a Deusa em nossa consciência. Um de seus maiores profetas foi o poeta Robert Graves, cujo livro The White Goddess despertou um mundo adormecido. Apesar de muitos tentarem readaptar seu material, poucos tiveram o mesmo sucesso em provocar respostas no mesmo nível criativo. Graves escreveu de forma lírica e poética sobre a inspiradora Deusa Branca e sua representante sacerdotisa/musa, a Mulher. Ele escreveu como um poeta do sexo masculino, totalmente apaixonado e a serviço de sua exigente amante. Também escreveu, com menos detalhamento, sobre a desafiadora Deusa Negra, aquela que "não é mais do que uma palavra de esperança sussurrada pelos poucos que serviram como aprendizes da Deusa Branca."
O Divino Feminino pode sem dúvida ser compreendido por homens que se sintam atraídos pelas qualidades fascinantes da Deusa Branca no nível do amor e da inspiração. Mas a Deusa da Sabedoria, a Deusa Negra que está no âmago do processo criativo, não é tão facilmente visualizada, como disse o próprio Graves: ela "pode até mesmo surgir etérea ao invés de encarnada." Por que é assim?

A Deusa Negra é a Sophia velada que, de muitas formas, é a manifestação primal do Divino Feminino. Ela pode ser mais prontamente identificada pelas mulheres porque seus processos e poderes ocultos se assemelham a suas próprias qualidades instintivas. Os homens raramente se aproximam dela, a não ser com medo, pois ela não se manifesta como uma musa sensual e desejável (se bem que por vezes ela assuma essa forma), mas como uma Mãe Obscura, imanente e detentora de poderes desconhecidos e inimagináveis, ou como Virago, uma poderosa virgem. O temor dos homens pelo feminino tem origem aqui, e é por isso que temos tão poucos textos falando das qualidades dela, pois poucos homens permaneceram perto dela tempo o bastante para serem capazes de registrar sua experiência orgânica da Deusa Negra, que é a poderosa base para a compreensão do Divino Feminino, pois é somente quando a homenageamos que podemos encontrar a Deusa da Sabedoria.

Sophia está em ação desde o início, pois é uma deusa criadora. Ela aguarda ser redescoberta no interior da Deusa Negra, sua imagem refletida, ciente de que, até que façamos esse importante reconhecimento, ela terá que retornar vez após vez em diferentes formas. Ela pacientemente aguarda pelo momento de emergir, ciente de que terá de desempenhar diversos papéis no cenário que surgirá.

O Ocidente lentamente começa a desenvolver uma apreciação da Deusa Negra. Nos últimos dois mil anos em que a deusa foi marginalizada, a maior parte das aparições do Divino Feminino foram avaliadas sob uma problemática ótica dualista. Nós não dispomos da válvula de segurança da metáfora feminina em nossa compreensão espiritual: consequentemente, o feminino (tanto humano quanto divino) passou a ser visto monstruosamente distorcido, ameaçador e incontrolável.
O fato de que nossas metáforas de deidades podem mudar ou assumir facetas diferentes está além da compreensão ocidental. A Deusa pode ser vista de diversas formas, um fato que levou muitos filósofos e teólogos a chamar a Deusa de volátil e mutável, como uma prostituta e seus muitos clientes.
O ocidente sempre se espantou com o fato de que o Hinduismo aceitava uma forma tão repulsiva quanto Kali. Porém, se a Deusa Negra é negada, como ocorre em nossa cultura, ela surgirá através de formas que nos levem a respeitá-la no futuro - se houver um futuro. Na sucessão das eras hindus, vivemos hoje a era de Kali Yuga, a era da destruição.
Nós costumamos dar tamanha ênfase ao benéfico e ao belo que criamos um arquétipo falso para o Divino Feminino. A Deusa, para ser aceita em nossa cultura, tem de surgir na forma de candura e luz - uma mistura de Marilyn Monroe e Vênus de Milo - sexy e um tanto obtusa. Tais polarizações são perigosas e repercutem com força no Ocidente. Essa imagem não só cria uma norma pela qual as mulheres são vistas, mas também desequilibrou nossa relação com o resto da criação. A cultura ocidental, como suas manifestações espirituais ortodoxas, é dominadora, ditatorial e patriarcal. Não permite que as liberdades fundamentais do ser humano se desenvolvam de forma equilibrada, distorcendo até mesmo as qualidades da sabedoria, do amor, do conhecimento e da compaixão.
O caminho de Sophia é o caminho da experiência pessoal. Ela nos leva a áreas que podemos chamar de 'realidade elevada' - os universos criativos a que os mortais comuns são levados por força de suas habilidades vocacionais e criativas. Contudo, o poético, o mágico e o criativo costumam ser negados por nossa cultura. Qualquer pessoa que tenha mergulhado no mundo da visão - definido por muitos como irreal - sabe que seu poder pode melhorar nossas vidas. É Sophia que atua como guia e companheira desta demanda interior, especialmente válida para as mulheres. Uma vez que a criatividade de Sophia é por nós negada, nós a vemos encoberta pelo manto da Deusa Negra, movendo-se silenciosa e misteriosamente para executar seus trabalhos."

Para conhecer mais sobre o trabalho de Caitlín Matthews, acesse: www.hallowquest.org.uk

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"Ela espera, espera
Ela espera por nós
Ela espera os seus filhos
Escutarem sua voz

Abençoadas, abençoados os que amam a Deusa
Abençoadas, abençoados - Jovem, Mãe, Avó
Abençoadas, abençoados os que dançam juntos
Abençoadas, abençoados os que dançam sós"

Lisa Thiel - Versão: Myria do Egito

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Mergulhando no mistério,

negro manto da noite,

vê-se as aranhas tecendo

constelações em teias

*

Os amplos movimentos do Universo

sustentam a realidade aparente.
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“...os verdadeiros amigos se conhecem diante de um poço de água, no meio do nada”.

AMYRA EL KHALILI
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"Todos os anos milhares de animais são torturados, queimados, cegos e mortos em laboratórios para que os produtos que usamos possam ser chamados "seguros" - e não o são totalmente, uma vez que os resultados variam de espécie para espécie. Muitos destes produtos são conhecidos entre nós.
Confere os rótulos dos produtos para veres se pertencem a empresas que testam em animais. Envia mensagens às empresas, revelando-lhes que não comprarás mais os seus produtos, assim como informarás outros para o não fazerem, até que estas terminem definitivamente as experiências em animais. A maior pressão é a pressão do consumidor (...)"

Leia a listagem destas empresas clicando aqui!

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"É tempo de se falar, mostrar e compartilhar o conhecimento das mulheres. É tempo de as mulheres descobrirem e reconstituírem seus próprios mistérios – seus processos de menstruação e nascimento e os ciclos de suas emoções. “O que é isto que estou sentindo?” “O que diria aos outros se explicasse o que é ser mulher?” A Deusa interior é aquela que sabe que leva informação de um sistema para o outro.

Pela Deusa, foi concebido às mulheres o dom de criar (gerar) e nutrir. É necessário, para caminhar com beleza e saúde, se alinhar com as forças cósmicas, as mesmas forças que as medicinas tradicionais nativas reverenciam, nos identificando com os elementos da natureza (ar, fogo, terra, água e éter) que está em tudo. Este alinhamento com a natureza nos traz o shakti-prana, ou a respiração da Grande Mãe, que se move em cada célula de seu corpo. Esta energia permeia os dois chakras inferiores localizados perto do períneo e do osso sacro. O shkati-prana tem de estar em equilíbrio para que o aparelho reprodutor feminino, órgãos genitais, útero e abdômem estejam sadios. Em outras palavras, a mulher necessita tomar conhecimento de seu poder de criação.
A saúde e o bem-estar da família, da sociedade e da cultura giram ao redor da mulher e dependem em grande parte de sua própria saúde, ou seja, se a capacidade de manter o fluxo de suas energias criativas estão em dia.

A característica mutante da mulher presente desde a pré-história revela hoje ser a grande chance para a reintegração das perspectivas femininas no pensamento da corrente dominante. E é claro que a consciência ecofeminista é a via política e ativista para garantir a consciência dos ciclos femininos. A menstruação é parte integral do desenvolvimento da espiritualidade das mulheres, tanto no plano individual como no coletivo. Para as mulheres, enquanto indivíduos, a valorização do poder da menstruação é fundamental para a nossa capacidade de atingir essa “Velha que sabe”, essa Deusa Interior. É importante renovar nosso espírito, reescrever a celebração do poder da Mulher que, enraizada em seus mistérios, sana sem mais demora as feridas na terra, promove igualdade entre os povos e a Paz por meio da cultura.
Esse novo corpo feminino que se molda e vem surgindo em movimento de valorização dos aspectos e protagonismo femininos revela um enorme potencial das mulheres em mudar o curso da história. Algumas já voltaram a se organizar em círculo (forma de troca de informação sem hierarquia e democrático) para discutir sobre direitos da mulher, da Terra e de seus filhos; para encorajar mulheres a voltarem a ter seus filhos com um mínimo de dignidade, se sentido empoderadas tendo parto natural; outras sabem que amamentar é um ato de amor e que trazer os filhos pertinho, no sling forma seres seguros; há as que já preferem e sabem que menstruar significa uma grande arma de poder que é utilizada para sua evolução e para o planeta e o fazem de forma ecológica, utilizando almofadas menstruais reutilizáveis, sem poluir seu corpo nem a natureza. Tudo em um movimento de conservação planetária, de cura da Terra, de cura da sua comunidade, da cura de si mesma. Ahow!!"





Texto de Sabrina Alves
Clã dos Ciclos Sagrados
http://www.cladosciclosdagrados.com




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"Revelando os mistérios da Tenda da Lua Vermelha"

Dia 11 de outrubro de 2008
Rio de Janeiro

Informações:
shaktilalla@hotmail.com

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"Todos os Deuses reuniram-se perto da Deusa e com grande respeito perguntaram à Grande Deusa: Quem sois vós?

Ela respondeu: Eu sou a natureza instriseca da Consciência. De mim ambos a natureza e a Consciência tem tomado nascimento, este mundo de existência verdadeira e falsa aparência.(...)

Eu sou a Sabedoria da Harmonia Eterna, e eu sou a falta da Sabedoria; Eu sou o conhecimento e eu sou a Ignorância; Eu sou a não nascida e também eu tomo nascimento.; Eu estou acima e abaixo e igualmente além. (...)

Eu sou a Rainha, a mente unidade dos Guardiões do Tesouro, a Consciência Suprema daquele sacrifício oferecido. Eu dou nascimento ao Pai Supremo de Tudo isso; Minha energia criadora está nas águas do oceano interior. Para aquele que sabe isso, a opulência da Deusa aumenta.

Os Deuses tem oferecido muitas vibrações afetuosas a Deusa. Todos os seres vivos chamam por Sua forma do universo. Possa Ela (...) Doadora da Bem- Aventurança e energia, a forma de todo o som, possa esta Deusa Suprema, estando satisfeita com nossos hinos, apresentar-se diante de nós"

Fragmentos do "O Devi Mahatmnyam" (A Glória da Deusa)//"Durga Saptasati" (os setecentos Versos em Louvor a Ela quem Remove todas as Dificuldades)



Ela em todas as coisas. Nas minhas contradições, nos medos, nas dores. Nas catástrofes, na fome da humanidade, na miséria, na obscuridade das mentes inconscientes. Ela, fonte e criadora de tudo o que há da mais suprema beleza, luz infinita e cortante, às trevas aparentemente impenetrantes.

Em tudo há um sentido divino. Um rio que corre, um "desaguar" no mar. Dos ciclos infinitos de condensasões e sublimações de gotas em vapor, em chuva, em águas miúdas, águas que preenchem todos os seres viventes.

Não há porque negar esta nossa essência, este Ser que nos constitui com suas particulas fundamentais, com seu prana/ares, seus fluxos pensamentos/mucos/energias, do mais denso ao mais sutil em nós. Das ações mais mesquinhas à aprendizagem de Sua Sabedoria.

Há um percurso, sim...uma direção que nos leva a níveis, oitavas superiores de uma mesma espiral crescente. Mas a espiral é cíclica, e da mesma energia que ascende, brotam os novos e inexperientes com toda sua aparentemente ignorância, desta única e dinâmica fonte inesgotável.

* Imanência: A Divindade no interior da matéria, tudo é divino, tudo é sagrado.
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