.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

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Diz a lenda:


"que o Criador, cujo coração é o sol, tataravô desse sol que vemos, soprou seu cachimbo e da fumaça desse cachimbo se fez a Mãe Terra. Chamou sete anciãos e disse: gostaria que criassem ali uma humanidade. Os anciãos navegaram em uma canoa que era como uma cobra de fogo pelo céu; e a cobra-canoa levou-os até a Terra. Logo eles ali depositaram os desenhos-sementes de tudo o que viria a existir. Então eles criaram o primeiro ser humano e disseram: você é o guardião da roça. Estava criado o homem. O primeiro homem desceu do céu através do arco-íris em que os anciãos se transformaram. Seu nome era Nanderuvuçu, o nosso Pai Antepassado, o que viria a ser o sol. E logo os anciãos fizeram surgir as águas do grande rio Nanderykei-cy, a nossa Mãe Antepassada. Depois que eles geraram a humanidade, um se transformou no sol, e a outra, na Lua. São nossos tataravós."

Fonte: http://www.terramistica.com.br/index.php?add=Artigos&file=article&sid=109&ch=1



O texto abaixo é uma adaptação feita pela Bruxa Zoe de Camaris. A wicca do ponto de vista das divindades e "aquétipos" femininos dentro da mitologia indígena. Apesar do assunto me interessar, não tenho uma visão formada a respeito e precisaria ouvir pajés e pessoas das comunidades indígenas citadas, para saber se tal correspondência é possível. Até onde temos uma distorção, descaracterização e uma reapropriação prejudicial destas culturas, ou até que ponto este movimento de "sincretismo" pode fortalecer a nossa identidade cultural, enquanto brasileiros (provocando um resgate da nossa ancestralidade). Resolvi postar o texto, para que vocês possam tirar suas próprias conclusões:

"Mães d'água, feiticeiras da Lua, guerreiras das matas, as deusas brasileiras protagonizam histórias fascinantes da mitologia indígena. "Algumas foram mulheres de carne osso, outras são espíritos da floresta", diz Zoe de Camaris, autora do livro "Cy, A Deusa do Brasil", que traz as mulheres sagradas em diversas culturas indígenas.

As deusas brasileiras estão ligadas a natureza e simbolizam sedução, fertilidade e abundância. "Nas tribos, a presença delas é invocada durante festas e cerimônias de cura", diz o índio tapuia Kaká Werá Jecupé, coordenador do Instituto Arapoty, um centro de presevação da cultura indígina em são Paulo. Mas as dinvidades também se manifestam espontaneamente. "Para os tupis-guaranis, Nandercy é a mãe suprema. Ela aparece em sonhos, como uma serpente, e ensina os segredos medicinais das plantas", diz Kaká.


Não é possível relacionar essas figuras femininas as santas católicas nem as deusas gregas, já que os índios vivenciam o sagrado de maneira particular. "Para eles Deus não está no ceú, mas integrado a todas as coisas. essas deusas são 'mulheres-natureza', que convivem com o ser humano, assim como as plantas e os animais." diz Zoe. Para invocar a influência de uma dessas deusas, basta entrar no reino delas - natureza -, como ensina Kaká: 'Diante de um pôr-do-sol, de um cachoeira, você pode fazer um pedido, de coração puro". Também vale fazer uma oferenda ou ter por perto um elemento ou amuleto ligado à divindade em questão.

A Feiticeira da Lua

Mara, Mulher da Magia, Desperta o poder de persuasão e a capacidade de alterar o rumo dos acontecimentos. Segundo o folclore, Mara foi uma menina raquítica, criada por um pajé, e adquiriu poderes maiores doque os dele. Ela representa a bruxa nativa, conhecedora de ervas e dos feitiços. Do seu corpo, depois de morta enterrada nasceram plantas venenosas que as feiticeiras indígenas utilizam, até hoje.

Caminhos: Terra e Ar.
Cores:
Preto e Branco.
Simbolos: Coruja e Aranha.
Talismã: Uma pena negra usada como brinco ou colar.


A Grande Mãe

Sábia e poderosa, Cy é a mãe suprema. entar em contato com essa deusa é estimular a fmilinidade e a fertilidade. O nome Cy, do tupi-guarani, significa mãe. Para os índios, ela é a doadora da vida, criadora de todas as coisas. Seu nome está presente em outas deusas: Ñandercy, a Nossa Mãe; Coaracy, a Mãe do Sol; acy, a Mãe da Lua.

Caminhos: Terra e Agua.
Cores: Marron e Branco.
Simbolos: Ovo e Tartaruga.
Talismã: Ovo de Cristal.


A Senhora da Fartura

Se um trabalho não dá frutos, é o momento de invocar Mani, doadora do alimento e da fartura, que tem o poder de devolver a abundância.
Certa vez, a filha do um poderoso índio de um povo de língua aruak, do Xingu, foi expulso e sua aldeia por ter engravidado misteriosamente. Por causar da ira do pai, ela deu à luz a uma menina albina, chamada Mani. A menina andou e falou precocemente, também morreu cedo. A mãe chorou por muitos dias sobre a sepultura e passou a regá-la diariamente, segundo o costume indígena. Da cova de Mani brotou uma planta desconhecida, de raízes grossas, que, descascadas, eram brancas como o corpo da pequena nativa. Os índios passaram a cultva essa planta, que batizaram de mandioca - palavra que significa "corpo de mani".

Elementos: Terra e fogo
Cores: Tons de Terra
Símbolos: panela de barro e raízes
Talismã:colar de sementes vermelhas


Mães D'Água
Belas e sensuais, as sereias ativam a intuição, a sensibilidade e a sedução.


Yara

Diz a lenda que Yara uma índia muito bonita, mas indiferente aos apelos do sexo oposto. Por isso, foi violentada e atirada no rio. O espírito da aguas a transformou em um ser duplo -metade mulher, metade peixe. Ela é uma sereia de agua doce, de cabelos verdes ou louros, que carrega os moços para o fundo dos rios.

Cotaluna
Sereia do Rio Grande do Norte, Cotaluna tem o colo branco e farto. No inverno, ela fica feroz e arrasta todos os rapazes que cruzam seu caminho para fundo dos rios, sem se mostrar da cintura para baixo. Os moços nunca retornam. No verão, porém, ela fica calma, voltaa ser mulher como outras e escolhe seu homem com capricho, vivendo com ele uma festa sexual. Depois ele o libera, mas a experiência é tão arrebatadora que o moço volta com saúde abalada. Caso se recupera, não se lembra do ocorrido -guarda apenas a lembraça de ter vivido algo delicioso.

Caminhos: Água.
Cores: Azul e branco.
Simbolos: sereia, pedra de rio, vitória-régia.
Talismã: qualquer joia de prata em forma de espiral.
PS: "Sereia", Volpi

Guerreiras das Matas
Com espíritos de luta, as guerreiras, também chamada de amazonas, regem os processos de transformaçãoe trazem força para vencer desafios.

Kamatapirari
Mulher de chefe de uma tribo mehinaru, do Xingu, Kamatapirari liderou uma revolução feminina em sua tribo. Os homens tinham ido pescar, estavam demorando demais a voltar e as mulheres iam morrer de fome. Um dia, todas resolveram passar no corpo um óleo de casca de madeira e ficaram dançando sem parar, depois foram embora da aldeia. Quando os homens voltaram, era tarde. Sob a chefia de Kamataparari, as mulheres haviam aprendido a usar o arco, e a flecha, a pesca e a caçar. Chegaram a ter a própria aldeia, só de mulheres. ainda hoje, no Xingu, é feito um ritual que lembra a saga dessas guerreiras.

Elementos: fogo e ar
Cores: amarelo, vermelho e negro
Símbolo: cabelos
Talismã: Muiraquitã
"

Fonte:
Zoe de Camaris
"Cy, A Deusa do Brasil"

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