.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

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Uma boa reflexão para todos nós:


"Fazer algo pelo outro ou para ele não constitui subordinação ou servidão. É a emoção sob a qual se faz ou se recebe o que é feito que transforma esse fazer numa coisa ou noutra. Os europeus e ocidentais modernos pensam e falam com base na cultura patriarcal a que pertencem. Pensam e falam com base no espaço psíquico patriarcal; e o resultado é que para eles não é fácil ver as outras culturas em seus próprios termos.

Sabemos que o respeito por si mesmo e pelo outro surgem nas relações de aceitação mútua e no encontro corporal, no âmbito de uma confiança mútua e total. Mostramos que o abuso (uso forçado) e a mutilação do corpo de uma pessoa por outra viola essa confiança fundamental. Isso destrói, na pessoa atingida, o respeito por si mesma e sua possibilidade de participar na dinâmica do respeito mútuo, que constitui a coexistência social.

A perda do respeito por si mesmo e pelo outro, envolvida em tais ações, destrói a identidade social e a dignidade individual de um ser humano como aspectos de sua dinâmica biológica. Surge assim uma desolação, que só se pode curar por meio da recuperação do respeito por si mesmo e pelo outro, na mesma ou em outra comunidade humana. A destruição do auto-respeito por meio do abuso corporal resulta na aceitação de uma situação de subordinação por parte de quem é abusado. Contudo, para que ocorra a aceitação da subordinação como relação legítima, tanto pelo abusador quanto por sua vítima, ambos devem viver no espaço psíquico da apropriação.

Afirmamos que tal maneira de viver, em nossa cultura ocidental, surgiu com o patriarcado, no estabelecimento da vida pastoril. Também acreditamos que aquilo que as mulheres aceitaram como condição legítima de convivência - a dominação e o abuso por parte do homem como patriarca - e que passou a ser a principal fonte de servidão e escravidão em nossa cultura, é uma consequência da expansão do espaço psíquico do patriarcado, por meio da apropriação das mulheres patriarcais e não-patriarcais na guerra, e sua subordinação mediante a sexualidade e o trabalho forçados.

Por meio do emocionar da apropriação, o patriarcado criou o espaço psíquico que tornou possível a destruição da colaboração fundamental de homens e mulheres, própria da vida matrística. Também cremos que a servidão e a escravidão da mulher surgiram de fato na expansão do patriarcado, na guerra e na pirataria resultantes do crescimento da população.

O modo como vivemos com nossas crianças é, ao mesmo tempo, a fonte e o fundamento da mudança cultural e o mecanismo que assegura a conservação da cultura que se vive.

Não se ensina às crianças o espaço psíquico de sua cultura - elas se formam nesse espaço.

O patriarcado é um modo de viver um espaço psíquico. Se quisermos recuperar a igualdade colaborativa da relação homem-mulher da vida matrística, temos de gerar um espaço psíquico neomatrístico. Nele as pessoas de ambos os sexos devem surgir na qualidade de colaboradores iguais no viver de fato, sem esforço, como simples resultado de seu crescimento como crianças em tal espaço, no qual as diferenças de sexo são apenas o que são.

Para que isso aconteça, devemos viver à maneira dos homens e mulheres que vivem como colaboradores iguais, por meio de uma co-inspiração na qual homens e mulheres, mulheres e homens, co-participam da criação de uma convivência mutuamente acolhedora e liberadora, que se prolonga desde a infância até a vida adulta."

Humberto Maturana - Gerda Verden-Zöller
Amar e Brincar - Fundamentos esquecidos do humano


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“Quando as mulheres acordam do sono,
as montanhas se movem.”


Provérbio chinês
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"No silêncio da noite
no silêncio da Lua
Faço meus sonhos se realizarem

No silêncio da noite
no silêncio da Lua
Faço meu ser se tornar Real"
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Com o Ecofeminismo, os conhecimentos ancestrais sobre o feminino, o verdadeiro poder das mulheres a cerca dos seus corpos, o saber ligado a terra, ao cuidado e a vida, são resgatados e valorizados.

A percepção de que as mulheres e a natureza foram simultaneamente subordinadas e perseguidas histórica e culturalmente pelo patriarcado e seu sistema político-econômico (capitalismo), seu saber cartesiano-racionalista e sua indústria bélica (simbólica e concreta), alimentou a necessidade de se construir um novo projeto para a humanidade, fundamentalmente pacifista, onde os cuidados com a Mãe-Terra e o retorno a uma consciência feminina centralizam as ações e reinvindicações deste movimento.

A filosofia Ecofeminista abarca um amplo espectro de ensinamentos antigos sobre a convivência harmoniosa entre seres humanos e a natureza (entendida como sagrada), ao mesmo tempo que cria novas alternativas para esta reconexão. Desperta a conciência de um Divino Feminino, fonte original da espiritualidade em todo o planeta, que reempodera as mulheres através da valorização de seu vínculo inato com os ciclos naturais e de sua missão na transformação na consciência planetária.

por Maeve Lalla

"As feministas perceberam que se continuassem com sua ação política mas ao mesmo tempo estivessem ancoradas, enraizadas nos mistérios do que é ser mulher, elas seriam mais eficientes agentes da transformação."

May East

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"Esse é o início da época da colheita, e uma boa oportunidade para executar rituais a fim de colher a generosidade da terra.

Preces e cerimônias em louvor à Mãe-Terra, por proporcionar sua abundância, são apropriadas. Velas de cor púrpura podem ser colocadas no seu lugar de cerimônias, com cristais de ametista e fluorita para sintonizar a energia de Peixes. Cada pessoa pode compartilhar o modo de aumentar sua consciência interior e de manifestar mais compaixão e amor, deixando de lado aspectos externos já inúteis, para permitir que seu verdadeiro ser transpareça. Essências florais, como a Star Tulip e o Lotus, podem ser úteis nesse período, para abrir-se à orientação superior. Cada pessoa pode compartilhar uma canção ou poema que expresse seus sentimentos mais elevados. Se estiver só, use a pintura ou algum outro meio para expressar seus sonhos. Leia algumas poesias, como os poemas de William Blake, que possuem fortes qualidades místicas (...). Pergunte-se como sintonizar-se com seu ser mais elevado, e o que pode fazer para ser orientado por esse eu interior."

Extraído do livro "A Astrologia da Mãe-Terra", Marcia Starck

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"Ouça minhas palavras, tu que buscas compreender os Mistérios que fazem a Mulher: Pelo teu útero comp
artilho contigo minha essência de Criadora...

Sou feita de carne que verte sangue, sou a almofada Aveludada onde pousa suavemente o ovo do Ser.

Dentro de mim há um Oceano de Sangue por onde navegam todas as mulheres que estão, estiveram, e ainda todas as que, no futuro, estarão no mundo.

Eu sangro nos inúmeros rios, fontes, lagos e mares deste planeta que é azul só na aparência; na essência, é vermelho.

Vermelho, pois a água da Terra é meu sangue, que dôo com amor e respeito a todos.

Quando algum dia te perguntarem quem é a Deusa que veneras, respondas simplesmente; Ela é água, que é só isso mesmo que sou: simplesmente água, que é Vida.

No meu Oceano de Sangue tudo o que respira foi concebido, e nele se irmanam todas as fêmeas que sangram. É meu seu uivo de dor, cada mancha nas vestes, cada gemido de prazer .

Cada terror da morte na hora do parto é meu, como também é meu o grito de triunfo da Mãe ao parir.

Sou aquela que vive nos teus sonhos de amor, amamento teus filhos e nutro todas as tuas criações, quer sejam crianças, quer sejam poesias, ideais ou sonhos.

Minha é a Teia da Vida, feita de filamentos de sangue entrelaçados qual renda elaborada; trama e urdidura de presente, passado e futuro.

É minha a sabedoria que agora compartilho contigo: é um grande privilégio ser mulher, mas é um privilégio ainda maior saber ser mulher.

E quando te sentires aprisionada por grilhões que não te pertencem, quando estiveres só ou desanimada, quando fores traída, humilhada, abandonada ou quando apenas te esqueceres de quem és, lembra que sempre tens meu enorme poder, a cada fluxo.

Quando tua Lua de Sangue cintila em flores vermelhas, seja na Lua Clara ou Escura, deixes teu sangue correr pela Terra, uma vez mais, como quando a Mulher era sagrada.


E nessa noite mágica, me chames, e dances comigo, me conheças e fales de mim a outras mulheres que, como tu, estiverem prontas para despertar.

No rio de teu sangue sobre a Terra percebas que tu és a Doadora da Vida, a Mulher de hoje, que é a continuidade das ancestrais que sangraram e deram vida , riram e choraram, celebrando comigo a sabedoria dos ciclos.

Sou tua Mãe, tua Avó e todas as que as antecederam, e tenho todos os rostos, poderes e Visões que elas mandam a ti.

Eu, que sou a Senhora da Lua, sangro gotas de luar sobre o mundo, assim como sangro novos universos em cada parto cósmico, explodindo estrelas.

Sejas forte,
Sejas poderosa,
Sejas abençoada pelo poder de teu sangue.

Sintas a vida que pulsa em tuas entranhas, sintas o bater do meu coração em tuas veias.
Sangres comigo, filha, e compartilhes de meu poder que vivifica os tempos. "

(Texto de Mavesper Ceridwen)
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Como efetuar a cura pelos cristais

1. Prepare e limpe as pedras a serem usadas.

2. Purifique o ambiente com salva ou cedro, vedando-o em seguida contra influências externas. Isso pode ser feito colocando-se cristais de quartzo claro em cada canto do recinto, com as pontas voltadas umas para as outras.

3. Concentre-se, visualizando uma luz que atravesse o corpo, desde o topo da cabeça até a base da espinha. Sinta a energia penetrando na terra, através das plantas dos pés.

4. Pergunte ao seu paciente qual a localização dos seus bloqueios – áreas físicas onde existam constrições e centros emocionais.

5. Solicite a ele que faça algumas respirações profundas e que visualize cores, a fim de desenvolver um estado de relaxamento.

6. Trabalhe na área envolvida com um cristal-gerador de quartzo claro, um bastão, ou com seu cristal favorito de cura.

7. Escolha (com a ajuda do paciente) cristais apropriados para cada um dos chacras. Coloque-os sobre os chacras e peça ao paciente que efetue algumas respirações profundas, a fim de entrar em sintonia com cada uma das pedras.

8. Enquanto as pedras estiverem sobre os chacras, solicite ao paciente que visualize interiormente o local afetado. Talvez surja um símbolo ou ele poderá ver alguma imagem da infância. Isso o levará a quadros e associações subseqüentes, que deverão lançar alguma luz sobre seus problemas.

9. Quando as raízes dos problemas tiverem sido descobertas, trabalhe novamente na área com o seu cristal de cura.

10. Remova então as pedras de cada um dos chacras, limpando-as com um pano e colocando-as de lado. Queime um pouco de cedro ou de salva para purificar a atmosfera.

11. Ajude o paciente a pôr-se de pé, dê-lhe um pouco de chá e passem a analisar a sessão.

12. Estabeleça um programa de manutenção, com afirmações e exercícios para ele fazer.


fonte: "Astrologia da Mãe-Terra"

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Meu sangue se estende com estas vozes poderosas.
Vozes que me chegam, através de lembranças,
palavras, distancias, silêncios, eras.

Brotam, fincando suas sólidas raízes em minha carne.
Sangra, toda vã esperança no novo.
Tudo é tão antigo quando a terra, que roda infinitamente.
Tão circular como as mais primitivas formas da dança.
Como lua, gestação, células, sementes, íris.

Maeve Lalla
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Pela falta de tempo de publicar textos com autoria própria, resolvi compartilhar uma ótima reportagem coletada na internet que resume a wicca de forma lúcida e cuidadosa.

"Para as bruxas, Deus é mulher. As novas bruxas são feministas, femininas e ecológicas. Acreditam na força da magia e na divindade mais velha do mundo, a Deusa. Senhora da lua, ela regula as marés, os partos, o cio e o humor instável das mulheres e apresenta-se em três aspectos principais: a virgem, associada à lua crescente, aos impulsos e à alegria dos começos; a mãe, grande nutridora associada à plenitude feminina e à lua cheia; e a anciã, que simboliza a velha sábia, representada pela lua minguante. Mas a deusa também é associada à Terra, mãe dos bichos, dos homens e das colheitas —ou dos terremotos e das tempestades devastadoras. A deusa personifica o feminino sagrado, o princípio criativo que ama e conecta tudo, incluindo o bem e o mal.
As bruxas não acreditam em diabo —uma invenção cristã, segundo elas. Nem fazem rituais satânicos. Para o bruxo Claudiney Prieto, “não existe magia do bem e do mal. A magia é uma só. O que define resultados negativos ou positivos é a ação do bruxo. O mesmo remédio pode curar ou matar, dependendo da intenção com que é manipulado”, explica Prieto, primeiro brasileiro a lançar um livro sobre o tema, autor de “Wicca, a Religião da Deusa” (editora Gaia). Segundo ele, o que vale para os bruxos é o princípio da polaridade: “O bem e o mal estão dentro de nós, não fora. Todos os seres contêm o negativo e o positivo, o feminino e o masculino”, conclui.
Para ingressar na religião, as bruxas wicca fazem um juramento e têm que se sujeitar às leis da feitiçaria. O dogma principal reza: “Faça o que quiser, desde que não faça mal a ninguém”. Quem desobedece pode ser expulso do grupo. Outro regulador natural é a “lei tríplice”, que garante que “tudo o que uma pessoa faz de bom ou mal volta para ela triplicado”.
O movimento wicca, que congrega as feiticeiras modernas no mundo todo, é na verdade um resgate da bruxaria, uma das mais antigas religiões do Ocidente. A deusa que as bruxas cultuam também é conhecida como a Grande Mãe, a mais velha de todas as divindades (cultuada desde o período paleolítico, 25 mil a.C.), e se manifestou em várias civilizações, com formas e nomes diferentes —como Ishtar, Ísis ou Ártemis — antes que o poder feminino fosse soterrado pelo patriarcado e que as bruxas fossem condenadas à fogueira.
Segundo os estudiosos, o arquétipo da deusa é a fonte original de todas as divindades, incluindo Nossa Senhora (freqüentemente representada num pedestal com a lua crescente). Mas para a deusa pagã (não-cristã), a sexualidade é reverenciada como um poder criador, desvinculado da noção de pecado. Seu parceiro, o deus Cornífero, é símbolo da natureza intocada e dos animais selvagens. Representa a fertilidade e o vigor sexual.
A bruxaria moderna é baseada na mitologia celta (povo que vivia em 700 a.C. onde hoje é a Escócia, Irlanda e norte da Inglaterra) mas utiliza elementos de várias civilizações primitivas e muitas vezes recorre às teorias do psiquiatra Carl Jung, que utilizou a mitologia para explicar a psique humana.
Uma das maiores habilidades da bruxa é saber direcionar a energia inesgotável da natureza a seu favor —como indica a origem da palavra wicca, do inglês arcaico wicce, que significa girar, dobrar, moldar. Os feitiços não utilizam sangue ou animais, mas símbolos mágicos e invocações aos deuses da natureza. Com esse caráter libertário, a bruxaria seduziu as feministas americanas nos anos 70.
Foram elas que deram o maior impulso ao movimento depois de a religião ter sido resgatada da clandestinidade pelo bruxo inglês Gerald Gardner, que ousou publicar um livro em 1949, dois anos antes de cair a última lei contra a bruxaria na Inglaterra. No Brasil, as bruxas —identificadas pelos seus colares e amuletos com uma estrela de cinco pontas— estão sobretudo no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Elas se reúnem nos chamados covens, grupos organizados que ensinam e praticam a Arte, um dos muitos nomes da bruxaria, também chamada de Antiga Religião ou Religião da Deusa.
Crenças fundamentais das bruxas
Princípio de imanência
Tudo é sagrado, tudo está ligado. O que afeta um afeta todos.
Magia transformadora
Rituais e encantamentos evocam o mundo sagrado, desenvolvem o poder pessoal e transformam a vida de acordo com o nosso desejo.
Liberdade responsável
Faça o que quiser, desde que não faça mal a ninguém.
Lei tríplice
Tudo aquilo que é feito, para o bem ou para o mal, retorna triplicado.
Reencarnação
As bruxas acreditam que o corpo morre, mas o espírito não.
Lei da polaridade
Tudo contém o seu oposto. Todas as pessoas têm aspectos femininos e masculinos. Estados de ânimo e estados mentais negativos podem ser transformados em positivos.
Alegria e sexualidade
A celebração da vida é a base da bruxaria. A sexualidade é uma manifestação do poder criador, desvinculada de qualquer noção de culpa ou pecado.
Fontes: “Wicca - A Religião da Deusa”, de Claudiney Prieto (Editora Gaia) e “O Poder da Bruxa”, de Laurie Cabot e Tom Cowan (Editora Campus)
Celebrações
Celebram sempre os ciclos da natureza e estão associadas às colheitas, estações, morte e renascimento. As datas são diferentes no hemisfério norte e no hemisfério sul.
Samhain (01/05 no hemisfério sul)
É o Ano Novo das Bruxas.
Yule (21/06 no hemisfério sul)
Representa a esperança de luz nesta que é a noite mais longa e fria do ano.
Imbolc (01/08 no hemisfério sul)
O poder divino é sentido no calor dos dias cada vez mais longos.
Ostara (22/09 no hemisfério sul)
Corresponde à Páscoa. É tempo de celebrar a fertilidade da terra, que se apronta para o plantio.
Beltane (31/10 no hemisfério sul)
Época propícia para casamentos e para a celebração da vida. São ritos de amor e fertilidade para os casais.
Litha (21/12 no hemisfério sul)
Celebração da Mãe Terra. A natureza encontra-se no apogeu da fertilidade.
Lammas (02/02 no hemisfério sul)
Época das primeiras colheitas. Tempo de festejar a abundância.
Mabon (21/03 no hemisfério sul)
Momento de semear. Tempo de equilíbrio, balanço e interiorização.
O altar da bruxa
Toda bruxa tem seu altar particular, com instrumentos mágicos. Os elementos básicos são sempre os mesmos. Mas cada bruxa também pode acrescentar objetos associados a sua história pessoal ou ao feitiço que deseja realizar.
Pentagrama
A estrela de cinco pontas é o símbolo da bruxa.
Os quatro elementos
Terra, areia, sal e cristais representam a terra; a água pode ser colocada num cálice; o incenso simboliza o ar; uma vela ou uma lamparina remetem ao fogo.
Bastão
Também pode ser uma espada. Serve para traçar o círculo mágico e impede a aproximação de energias indesejáveis.
Corda ou fita
Cada nó dado na corda representa um pedido ou intenção.
Athame
Punhal com lâmina dupla, é um símbolo fálico que representa o poder masculino. Também é usado para traçar o círculo mágico.
Duas velas
Uma para a Deusa, a outra para o Deus.
Caldeirão
Representação do útero feminino, serve também para queimar incenso e fazer poções com ervas."

Por Déborah de Paula Souza e Valéria Martins
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"Somos parte da terra e ela é parte de nós ... Que a terra é nossa mãe? O que acontece à terra acontece a todos os filhos da terra. ... a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas, assim como o sangue nos une a todos. O homem não teceu a rede da vida, é apenas um dos fios dela. O que quer que ele faça, à rede, fará a si mesmo. "

Joseph Campbell
"O Poder do Mito"

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Diz a lenda:

"que o Criador, cujo coração é o sol, tataravô desse sol que vemos, soprou seu cachimbo e da fumaça desse cachimbo se fez a Mãe Terra. Chamou sete anciãos e disse: gostaria que criassem ali uma humanidade. Os anciãos navegaram em uma canoa que era como uma cobra de fogo pelo céu; e a cobra-canoa levou-os até a Terra. Logo eles ali depositaram os desenhos-sementes de tudo o que viria a existir. Então eles criaram o primeiro ser humano e disseram: você é o guardião da roça. Estava criado o homem. O primeiro homem desceu do céu através do arco-íris em que os anciãos se transformaram. Seu nome era Nanderuvuçu, o nosso Pai Antepassado, o que viria a ser o sol. E logo os anciãos fizeram surgir as águas do grande rio Nanderykei-cy, a nossa Mãe Antepassada. Depois que eles geraram a humanidade, um se transformou no sol, e a outra, na Lua. São nossos tataravós."

Fonte: http://www.terramistica.com.br/index.php?add=Artigos&file=article&sid=109&ch=1



O texto abaixo é uma adaptação feita pela Bruxa Zoe de Camaris. A wicca do ponto de vista das divindades e "aquétipos" femininos dentro da mitologia indígena. Apesar do assunto me interessar, não tenho uma visão formada a respeito e precisaria ouvir pajés e pessoas das comunidades indígenas citadas, para saber se tal correspondência é possível. Até onde temos uma distorção, descaracterização e uma reapropriação prejudicial destas culturas, ou até que ponto este movimento de "sincretismo" pode fortalecer a nossa identidade cultural, enquanto brasileiros (provocando um resgate da nossa ancestralidade). Resolvi postar o texto, para que vocês possam tirar suas próprias conclusões:

"Mães d'água, feiticeiras da Lua, guerreiras das matas, as deusas brasileiras protagonizam histórias fascinantes da mitologia indígena. "Algumas foram mulheres de carne osso, outras são espíritos da floresta", diz Zoe de Camaris, autora do livro "Cy, A Deusa do Brasil", que traz as mulheres sagradas em diversas culturas indígenas.

As deusas brasileiras estão ligadas a natureza e simbolizam sedução, fertilidade e abundância. "Nas tribos, a presença delas é invocada durante festas e cerimônias de cura", diz o índio tapuia Kaká Werá Jecupé, coordenador do Instituto Arapoty, um centro de presevação da cultura indígina em são Paulo. Mas as dinvidades também se manifestam espontaneamente. "Para os tupis-guaranis, Nandercy é a mãe suprema. Ela aparece em sonhos, como uma serpente, e ensina os segredos medicinais das plantas", diz Kaká.


Não é possível relacionar essas figuras femininas as santas católicas nem as deusas gregas, já que os índios vivenciam o sagrado de maneira particular. "Para eles Deus não está no ceú, mas integrado a todas as coisas. essas deusas são 'mulheres-natureza', que convivem com o ser humano, assim como as plantas e os animais." diz Zoe. Para invocar a influência de uma dessas deusas, basta entrar no reino delas - natureza -, como ensina Kaká: 'Diante de um pôr-do-sol, de um cachoeira, você pode fazer um pedido, de coração puro". Também vale fazer uma oferenda ou ter por perto um elemento ou amuleto ligado à divindade em questão.

A Feiticeira da Lua

Mara, Mulher da Magia, Desperta o poder de persuasão e a capacidade de alterar o rumo dos acontecimentos. Segundo o folclore, Mara foi uma menina raquítica, criada por um pajé, e adquiriu poderes maiores doque os dele. Ela representa a bruxa nativa, conhecedora de ervas e dos feitiços. Do seu corpo, depois de morta enterrada nasceram plantas venenosas que as feiticeiras indígenas utilizam, até hoje.

Caminhos: Terra e Ar.
Cores:
Preto e Branco.
Simbolos: Coruja e Aranha.
Talismã: Uma pena negra usada como brinco ou colar.


A Grande Mãe

Sábia e poderosa, Cy é a mãe suprema. entar em contato com essa deusa é estimular a fmilinidade e a fertilidade. O nome Cy, do tupi-guarani, significa mãe. Para os índios, ela é a doadora da vida, criadora de todas as coisas. Seu nome está presente em outas deusas: Ñandercy, a Nossa Mãe; Coaracy, a Mãe do Sol; acy, a Mãe da Lua.

Caminhos: Terra e Agua.
Cores: Marron e Branco.
Simbolos: Ovo e Tartaruga.
Talismã: Ovo de Cristal.


A Senhora da Fartura

Se um trabalho não dá frutos, é o momento de invocar Mani, doadora do alimento e da fartura, que tem o poder de devolver a abundância.
Certa vez, a filha do um poderoso índio de um povo de língua aruak, do Xingu, foi expulso e sua aldeia por ter engravidado misteriosamente. Por causar da ira do pai, ela deu à luz a uma menina albina, chamada Mani. A menina andou e falou precocemente, também morreu cedo. A mãe chorou por muitos dias sobre a sepultura e passou a regá-la diariamente, segundo o costume indígena. Da cova de Mani brotou uma planta desconhecida, de raízes grossas, que, descascadas, eram brancas como o corpo da pequena nativa. Os índios passaram a cultva essa planta, que batizaram de mandioca - palavra que significa "corpo de mani".

Elementos: Terra e fogo
Cores: Tons de Terra
Símbolos: panela de barro e raízes
Talismã:colar de sementes vermelhas


Mães D'Água
Belas e sensuais, as sereias ativam a intuição, a sensibilidade e a sedução.


Yara

Diz a lenda que Yara uma índia muito bonita, mas indiferente aos apelos do sexo oposto. Por isso, foi violentada e atirada no rio. O espírito da aguas a transformou em um ser duplo -metade mulher, metade peixe. Ela é uma sereia de agua doce, de cabelos verdes ou louros, que carrega os moços para o fundo dos rios.

Cotaluna
Sereia do Rio Grande do Norte, Cotaluna tem o colo branco e farto. No inverno, ela fica feroz e arrasta todos os rapazes que cruzam seu caminho para fundo dos rios, sem se mostrar da cintura para baixo. Os moços nunca retornam. No verão, porém, ela fica calma, voltaa ser mulher como outras e escolhe seu homem com capricho, vivendo com ele uma festa sexual. Depois ele o libera, mas a experiência é tão arrebatadora que o moço volta com saúde abalada. Caso se recupera, não se lembra do ocorrido -guarda apenas a lembraça de ter vivido algo delicioso.

Caminhos: Água.
Cores: Azul e branco.
Simbolos: sereia, pedra de rio, vitória-régia.
Talismã: qualquer joia de prata em forma de espiral.
PS: "Sereia", Volpi

Guerreiras das Matas
Com espíritos de luta, as guerreiras, também chamada de amazonas, regem os processos de transformaçãoe trazem força para vencer desafios.

Kamatapirari
Mulher de chefe de uma tribo mehinaru, do Xingu, Kamatapirari liderou uma revolução feminina em sua tribo. Os homens tinham ido pescar, estavam demorando demais a voltar e as mulheres iam morrer de fome. Um dia, todas resolveram passar no corpo um óleo de casca de madeira e ficaram dançando sem parar, depois foram embora da aldeia. Quando os homens voltaram, era tarde. Sob a chefia de Kamataparari, as mulheres haviam aprendido a usar o arco, e a flecha, a pesca e a caçar. Chegaram a ter a própria aldeia, só de mulheres. ainda hoje, no Xingu, é feito um ritual que lembra a saga dessas guerreiras.

Elementos: fogo e ar
Cores: amarelo, vermelho e negro
Símbolo: cabelos
Talismã: Muiraquitã
"

Fonte:
Zoe de Camaris
"Cy, A Deusa do Brasil"

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