.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

* Navegue no interior do site pelas "palavras de toque" ou através do "Arquivo do blog".

"No Bhavani-nama-sahasra (Os Mil Nomes da Deusa Bhavani) foi belamente explicado pelo Pandit Jankinath Kaul, que “A yogini é aquela que possui poderes mágicos”. Parashakti, a Shakti Suprema, na forma de Durga, recebe o nome de Yogini. Esta assume várias formas e recebe as mais diversas forças divinas para manter a harmonia do Universo, combater o mal e defender o bem. A mulher que alcança um estado transcendental pelo sadhana, retorna deste como a celestial Yogini ou Bhairavi, a conhecedora do Yoga. Aquela que carrega dentro de si a força de Durga.

Uma verdadeira yogini é uma mulher iluminada de profusa paixão, poderes espirituais e forte intuição. Transmitem-nos uma sensação de liberdade e um controle absoluto em tudo o que fazem. Com seu olhar poderoso, podem hipnotizar até o mais poderoso yogi e modificá-los a sua maneira. Os sábios tantricos descreveram as yoginis como independentes, sinceras, francas, mas com graciosidade. Sem elas, o Yoga é um solo estéril e sem propósito (...)"


por Shambhavi Chopra

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“A Mãe Divina não é apenas mãe de todos. Ela também é irmã--amiga-parceira-amante e confidente fiel.Quando quiser energia e alegria, busque-a no cantinho mais secreto: Vá direto ao coração, o lugar de que Ela gosta. Se você for sincero e humilde, Ela lhe dará uma flor vermelha. E aí, uma onda de amor arrebatará sua consciência para o samadhi. A Mãe Divina é o seu escudo. Caminhe com Ela nas ondas do amor.”

Paramahamsa Ramakrishna
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Rompe a terra
brota a semente.
A noite revela o milagre,
morre uma forma, renasce outra.

* * *

Cinza,
Movimentos de nuvens sob o sol presente,
Num dia o frio, no outro o calor.
Duas faces do mesmo céu,
Um mesmo céu e a ilusão do tempo.

Lalla
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"Conselho das Deusas"
Oráculos do Sagrado feminino


http://conselhodasdeusas.minhahome.com
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REVELANDO OS MISTÉRIOS DA TENDA

&

DA LUA VERMELHA

ESPIRAIS DE MEU SANGUE

Com Sabrina Alves

No Rio de Janeiro

01 de novembro sábado


Você acredita ser a menstruação um sofrimento?
Ou você sente que seu sangue é sagrado?

Tem dificuldades com as formas de seu corpo?

Ou reconhece seu corpo e percebe que é uma f

onte Poderosa de transformação?

Você esconde que está menstruada, ou celebra O Grande espiral da MULHER MUTANTE?

Você aceita o controle hormonal ou vivencia a experiência?

Você tem medo do parto natural ou assume o controle

sob seu corpo e se torna ativa no processo de DAR à LUZ?

Você tem medo da rejeição à MULHER VELHA na sociedade ou assume o

PODER DA SEMENTE REGENERADA DA MULHER MENOPÁUSICA?

Sob uma grande Tenda Vermelha cria-se a oportunidade de INICIAÇÃO nos ESPIRAIS DE SANGUE FEMININO para àquelas que desejam começar a conhecer os Mistérios da Tenda & da Lua Vermelha e de como aprender a ser dona de si, cuidando-se e tornando-se ativa em contar a própria história!

REVELANDO OS MISTÉRIOS DA TENDA E DA LUA VERMELHA é UM GUIA introdutório sobre os Mistérios de sangue Feminino que são os grandes portais de evolução da mulher, o ciclo da sexualidade/maternidade, menarca, ovulação, florescimento, concepção/gravidez, parto natural, puerpério, amamentação, menstruação e menopausa. Neste encontro aprenderemos a passar e a se beneficiar dos ciclos utilizando a sabedoria e a medicina das ervas, respirações, ritos e rituais, exercício, alimentação, Ritos Lunares (os períodos Menstruais e as fases e faces da LUA: Donzela, Mãe e Anciã), tomando consciência do trajeto feminino à plenitude do Poder Pessoal.

Público: mulheres de todas as idades que desejam reverenciar o poder dos Ciclos Femininos (menarca, menstruação, sexualidade, gestação/parto/ amamentação e menopausa) e aprender como se cuidar naturalmente.

Quando: 01 NOVEMBRO sábado

O programa tem início às 10hs

Local: RIO MULTIDANÇAS - Av. Treze de Maio, 23 - salas 725 e 726. Centro

Mais informações sobre valores e formas de pagamento:

Marcela Zaroni: (21) 8530-1340

Email: shaktilalla@hotmail.com

cladosciclossagrados@yahoo.com.br

ATENÇÃO: este trabalho será uma grande oportunidade também de participar da abertura do 'Círculo Sagrado de Visões Femininas' que ficará sob a guarda de Marcela Zaroni. Entre em contato e veja como participar!

Sobre o CÍRCULO SAGRADO DE VISÕES FEMININAS: são encontros sob as energias da Lua Minguante/Nova com palestras sobre os Ritos de Sangue da Mulher (menarca, sexualidade, menstruação, gestação/parto e menopausa), ativismo de gênero (Teologia feminista e ecofeminismo da Deusa) e ecologia, seguido de rituais para sintonizar-se com seus hormônios e as energias de renovação da Lua Nova. Estes encontros acontecem sincronicamente com o CÍRCULO SAGRADO DE VISÕES FEMININAS raíz de São Paulo.

VAGAS LIMITADAS

(somente para mulheres)

(((Sobre a facilitadora)))


Sabrina Alves Jornalista, ativista ecofeminista e terapeuta, Guardiã da Sabedoria mágica e de cura tradicional das mulheres sábias de seu Clã luso-ibérico. Trabalha unindo as medicinas matrifocais nativas e tradicionais da INDIA (ayurveda) de e do Sul (andina), focando nas necessidades físicas, psíquicas e espirituais para a construção da Cultura Iniciática da Nova Mulher. Coordena o 'Clã dos Ciclos Sagrados', projeto matricial focado no resgate na 'mulher selvagem' com os mistérios da menstruação e dos ciclos divinos femininos, para o retorno ao essencial da psique feminina - Trabalha com Thealogia (espiritualidade feminina), Ecofeminismo, arte-terapia aromaterapia, gemoterapia, massagem, florais, tarôterapia, herbanário, contação de história, música, expressão corporal, alimentação natural e trofoterapia, aplicando em cursos, Círculos de Mulheres, oficinas e atendimentos voltados a orientações para o empoderamento da mulher. Atualmente estuda e trabalha com Sthan Xannia, homem de medicina e líder de cerimônias e é formada em Ayurveda pela Escola e Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala onde também faz parte do corpo docente desenvolvendo um trabalho especifico de AYURVEDA PARA MULHERES. É representante e emissária para o Brasil da MOONJERES - Ruby Moon Red Tent Global Network, rede mundial de mulheres que trabalham com os Ciclos Femininos na Tenda da Lua Vermelha e membro do Conselho da Rede Latina de Círculos Femininos. Criadora dos trabalhos 'Redespertando o Ventre' e 'Deusas do Ventre Sagrado', do movimento 'CÍRCULO SAGRADO DE VISÕES FEMININAS' e como Agente da Paz coordena o Projeto 'Círculo de Mulheres Tecedeiras da Paz'. (Veja mais no site http://www.cladosciclossagrados.com/quemsomos.html)

Organização e Realização:

www.cladosciclossagrados.com

Apoio: RIO MULTIDANÇAS E MARIA ACHÉ

ARTIGO:

'ELA MUDA TUDO QUE TOCA; ELA TOCA TUDO QUE MUDA'

Nossas ancestrais desde os primórdios da humanidade, compreendendo o poder da vida Cíclica reuniam-se para o recolhimento mensal, num tempo em que no céu da noite a Lua estava Nova, no céu do dia o Rei Sol estava mais próximo, e na Terra elas sangravam. Este ritual acontecia em diversas formas e com variados nomes pelo mundo todo, como Casas Menstruais na Índia, Tendas Vermelhas nas tribos dos beduínos, Tendas da Lua nas tribos norte-americana.

Lá, naquele momento de recolhimento e de escuridão na Terra, realizavam rituais, cerimônias e ritos de iniciação e buscavam orientações para sua tribo e comunidade. Meninas eram ensinadas pelas anciãs a entrarem na sua vida adulta quando a menarca chegava; jovens mulheres recebiam orientação das mulheres mais velhas e experientes para valorizarem seu corpo, sobre sexualidade, a cuidarem de si, a aumentar sua fertilidade ou controlar sua natalidade, a sonharem com seus filhos e a se fortalecerem com seus partos; eram orientadas para evoluírem espiritualmente pelo seu sangue mensal menstrual e assim desenvolviam sua relação com o ritual doméstico de adoração às Deusas Mulheres e a dimensão sagrada de seus corpos; as anciãs tornavam-se os grandes pilares da comunidade por guardarem o poder e o conhecimento da escuridão do Grande Útero Primordial, Aquele que Tudo Cria e assim, eram as que mantinham e zelavam pelas gerações vindouras.

Os ritos de passagem trazem uma descrição que enfatiza tanto a força física como o desenvolvimento de caráter. Nas linhagens antigas de nossas ancestrais era considerado importante que uma mulher fosse capaz de demonstrar sua capacidade para a paciência e a perseverança. Este tipo de ensino parece bastante adequado e não existe em nosso mundo moderno. Ao contrário, a iniciação de nossas meninas parece bem superficial e frágil: aprende-se a tomar anticoncepcional, usar o 1º sutiã e o tampão pela 1ª vez. Resultados disso, mulheres relacionam-se sexualmente e engravidam sem ter qualquer noção de sua própria capacidade de resistência, física ou psicológica. E, claro que assim, muitas optam por dar à luz com auxilio de analgésicos e de uma tecnologia que lhes priva de experimentar a sua própria força, e, mais que isso, priva seu rebento de vir ao mundo realmente querendo nascer e tendo sua 1ª experiência de sobrevivência. Esta ausência de desafio e fortalecimento na puberdade pode também contribuir para a falta de auto-estima que aflige tantas jovens e provoca distúrbios e vícios alimentares.

Para a maioria das mulheres, a raiz da sua infelicidade está em um relacionamento doloroso com os processos de ser mulher. São treinadas para não transparecerem que estão menstruadas, por exemplo. É preciso entender que o universo construído para mulher que aprende a tratar o útero e a menstruação como apenas uma necessidade biológica desconfortável, o parto como doença, onde se precisa de intervenção cirúrgica (cesárea) sem a menor participação da mulher e da família no processo e a mulher menopáusica passível de tratamentos médicos por presumirem que estão prestes a deixar de ser mulher, a auto-estima dessas mulheres é correspondentemente baixa. Infelizmente o valor que atribuímos aos que nossas ancestrais chamavam sabiamente de 'Mistérios de Sangue' está direta e proporcionalmente ligado ao valor que relacionamos a nos mesmas enquanto mulheres.

O aprendizado de nossa natureza cíclica e da Sagrada Terra, nos trás noção de pertencimento, de totalidade, nos fortalece. Convoca-nos a despertar mais ventres, a cura de nossas ancestrais, ao aprendizado com nosso clã feminino, ao cuidado com a Terra. Nos sacraliza, nos cura, nos empodera. Permita-se a essa cura!!

Sabrina Alves


"Mulheres em Círculo honrando seus Ciclos; avançando fronteiras e tecendo redes."

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(Clique na imagem para amplia-la)

"Revelando os mistérios da Tenda da Lua Vermelha"

Dia 1 de novembro de 2008
Rio de Janeiro

Informações:
shaktilalla@hotmail.com


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"Jay Maha Kali Jay Mata Durga
Jay Maha Kali Jay Mata Durga
Kali Durga Namo Namah
Kali Durga Namo Namah"

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" Saudações a Divina Mãe Durga , que existe em todos os seres na forma de inteligência , misericórdia , beatitude , que é a consorte do Senhor Shiva , quem cria , sustenta e destrói o universo."
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Homenagem ao Aspecto Feminino da Divindade.


"O Navaratri Puja é o culto de adoração ao Aspecto feminino de Deus denominado DEVI em suas diversas formas, Durga, Lakshmi e Sarawati. Serão dez dias de pujas e cantos devocionais a Divina Mãe. Nos dias auspiciosos que são comemorados o Navaratri Puja é realizado o Puja do Maha Yantra de Sri Yogui Devi (Adoração ao yantra de Devi).


Dias - Adoração a Divina Durga

Maha Durga (a grande Durga) é a Shakti (energia feminina ou consorte) do Senhor Shiva, aquele que corresponde ao terceiro aspecto da Trimurti (Trindade Hindu) e representa os aspectos Destruidor/Transformador de Deus. Sendo assim, ela manifesta o poder destruidor de Shiva, que é a característica da Guna (qualidade) tamásica, representada pela cor preta.

Durga vence a escuridão, destruindo a ignorância para que a transformação possa ocorrer. Aquela que remove os obstáculos.


Dias - Adoração a Divina Lakshimi

MahaLakshmi (a grande Lakshmi) ou Sri Lakshmi (literalmente, "marca"), é a Devi que corresponde ao Senhor Vishnu, o aspecto Preservador/Conservador da Trimurti. Como sua Shakti (energia feminina), ela representa a qualidade rajásica (atividade), necessária para garantir a preservação da Criação.


Dias - Adoração a Divina Saraswati

Sarasvati (literalmente, “aquela que flui”) é a consorte do Senhor Brahma, o aspecto Criador da trindade hindu. Como sua Shakti, ela simboliza as qualidades satvicas (equilíbrio – pureza), necessárias à Sabedoria. Por isso, ela é representada pela cor branca. Sarasvati também simboliza a boca e a pureza da fala (que confere poder à palavra proferida).

Sarasvati é considerada a Deusa das Ciências, das artes e da Sabedoria.


Dia - Vijaya Dasami ou Dia da Vitória – Yoga Devi

O ponto culminante do Festival acontece no décimo dia, conhecido como Vijaya Dasami (Dia da Vitória). Ele indica que o êxito da Realização é possível para todo aquele que verdadeiramente se dispõe a enfrentar e destruir a escuridão da ignorância, na qual o homem comum se encontra imerso."


Fonte: Naradeva Shala

http://www.suddhadharma.com/pujas.htm

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por Caitlín Matthews

"Vivemos numa era de redescobertas e lembranças, onde o Divino Feminino é recuperado como a Deusa em nossa consciência. Um de seus maiores profetas foi o poeta Robert Graves, cujo livro The White Goddess despertou um mundo adormecido. Apesar de muitos tentarem readaptar seu material, poucos tiveram o mesmo sucesso em provocar respostas no mesmo nível criativo. Graves escreveu de forma lírica e poética sobre a inspiradora Deusa Branca e sua representante sacerdotisa/musa, a Mulher. Ele escreveu como um poeta do sexo masculino, totalmente apaixonado e a serviço de sua exigente amante. Também escreveu, com menos detalhamento, sobre a desafiadora Deusa Negra, aquela que "não é mais do que uma palavra de esperança sussurrada pelos poucos que serviram como aprendizes da Deusa Branca."
O Divino Feminino pode sem dúvida ser compreendido por homens que se sintam atraídos pelas qualidades fascinantes da Deusa Branca no nível do amor e da inspiração. Mas a Deusa da Sabedoria, a Deusa Negra que está no âmago do processo criativo, não é tão facilmente visualizada, como disse o próprio Graves: ela "pode até mesmo surgir etérea ao invés de encarnada." Por que é assim?

A Deusa Negra é a Sophia velada que, de muitas formas, é a manifestação primal do Divino Feminino. Ela pode ser mais prontamente identificada pelas mulheres porque seus processos e poderes ocultos se assemelham a suas próprias qualidades instintivas. Os homens raramente se aproximam dela, a não ser com medo, pois ela não se manifesta como uma musa sensual e desejável (se bem que por vezes ela assuma essa forma), mas como uma Mãe Obscura, imanente e detentora de poderes desconhecidos e inimagináveis, ou como Virago, uma poderosa virgem. O temor dos homens pelo feminino tem origem aqui, e é por isso que temos tão poucos textos falando das qualidades dela, pois poucos homens permaneceram perto dela tempo o bastante para serem capazes de registrar sua experiência orgânica da Deusa Negra, que é a poderosa base para a compreensão do Divino Feminino, pois é somente quando a homenageamos que podemos encontrar a Deusa da Sabedoria.

Sophia está em ação desde o início, pois é uma deusa criadora. Ela aguarda ser redescoberta no interior da Deusa Negra, sua imagem refletida, ciente de que, até que façamos esse importante reconhecimento, ela terá que retornar vez após vez em diferentes formas. Ela pacientemente aguarda pelo momento de emergir, ciente de que terá de desempenhar diversos papéis no cenário que surgirá.

O Ocidente lentamente começa a desenvolver uma apreciação da Deusa Negra. Nos últimos dois mil anos em que a deusa foi marginalizada, a maior parte das aparições do Divino Feminino foram avaliadas sob uma problemática ótica dualista. Nós não dispomos da válvula de segurança da metáfora feminina em nossa compreensão espiritual: consequentemente, o feminino (tanto humano quanto divino) passou a ser visto monstruosamente distorcido, ameaçador e incontrolável.
O fato de que nossas metáforas de deidades podem mudar ou assumir facetas diferentes está além da compreensão ocidental. A Deusa pode ser vista de diversas formas, um fato que levou muitos filósofos e teólogos a chamar a Deusa de volátil e mutável, como uma prostituta e seus muitos clientes.
O ocidente sempre se espantou com o fato de que o Hinduismo aceitava uma forma tão repulsiva quanto Kali. Porém, se a Deusa Negra é negada, como ocorre em nossa cultura, ela surgirá através de formas que nos levem a respeitá-la no futuro - se houver um futuro. Na sucessão das eras hindus, vivemos hoje a era de Kali Yuga, a era da destruição.
Nós costumamos dar tamanha ênfase ao benéfico e ao belo que criamos um arquétipo falso para o Divino Feminino. A Deusa, para ser aceita em nossa cultura, tem de surgir na forma de candura e luz - uma mistura de Marilyn Monroe e Vênus de Milo - sexy e um tanto obtusa. Tais polarizações são perigosas e repercutem com força no Ocidente. Essa imagem não só cria uma norma pela qual as mulheres são vistas, mas também desequilibrou nossa relação com o resto da criação. A cultura ocidental, como suas manifestações espirituais ortodoxas, é dominadora, ditatorial e patriarcal. Não permite que as liberdades fundamentais do ser humano se desenvolvam de forma equilibrada, distorcendo até mesmo as qualidades da sabedoria, do amor, do conhecimento e da compaixão.
O caminho de Sophia é o caminho da experiência pessoal. Ela nos leva a áreas que podemos chamar de 'realidade elevada' - os universos criativos a que os mortais comuns são levados por força de suas habilidades vocacionais e criativas. Contudo, o poético, o mágico e o criativo costumam ser negados por nossa cultura. Qualquer pessoa que tenha mergulhado no mundo da visão - definido por muitos como irreal - sabe que seu poder pode melhorar nossas vidas. É Sophia que atua como guia e companheira desta demanda interior, especialmente válida para as mulheres. Uma vez que a criatividade de Sophia é por nós negada, nós a vemos encoberta pelo manto da Deusa Negra, movendo-se silenciosa e misteriosamente para executar seus trabalhos."

Para conhecer mais sobre o trabalho de Caitlín Matthews, acesse: www.hallowquest.org.uk

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"Ela espera, espera
Ela espera por nós
Ela espera os seus filhos
Escutarem sua voz

Abençoadas, abençoados os que amam a Deusa
Abençoadas, abençoados - Jovem, Mãe, Avó
Abençoadas, abençoados os que dançam juntos
Abençoadas, abençoados os que dançam sós"

Lisa Thiel - Versão: Myria do Egito

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Mergulhando no mistério,

negro manto da noite,

vê-se as aranhas tecendo

constelações em teias

*

Os amplos movimentos do Universo

sustentam a realidade aparente.
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“...os verdadeiros amigos se conhecem diante de um poço de água, no meio do nada”.

AMYRA EL KHALILI
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"Todos os anos milhares de animais são torturados, queimados, cegos e mortos em laboratórios para que os produtos que usamos possam ser chamados "seguros" - e não o são totalmente, uma vez que os resultados variam de espécie para espécie. Muitos destes produtos são conhecidos entre nós.
Confere os rótulos dos produtos para veres se pertencem a empresas que testam em animais. Envia mensagens às empresas, revelando-lhes que não comprarás mais os seus produtos, assim como informarás outros para o não fazerem, até que estas terminem definitivamente as experiências em animais. A maior pressão é a pressão do consumidor (...)"

Leia a listagem destas empresas clicando aqui!

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"É tempo de se falar, mostrar e compartilhar o conhecimento das mulheres. É tempo de as mulheres descobrirem e reconstituírem seus próprios mistérios – seus processos de menstruação e nascimento e os ciclos de suas emoções. “O que é isto que estou sentindo?” “O que diria aos outros se explicasse o que é ser mulher?” A Deusa interior é aquela que sabe que leva informação de um sistema para o outro.

Pela Deusa, foi concebido às mulheres o dom de criar (gerar) e nutrir. É necessário, para caminhar com beleza e saúde, se alinhar com as forças cósmicas, as mesmas forças que as medicinas tradicionais nativas reverenciam, nos identificando com os elementos da natureza (ar, fogo, terra, água e éter) que está em tudo. Este alinhamento com a natureza nos traz o shakti-prana, ou a respiração da Grande Mãe, que se move em cada célula de seu corpo. Esta energia permeia os dois chakras inferiores localizados perto do períneo e do osso sacro. O shkati-prana tem de estar em equilíbrio para que o aparelho reprodutor feminino, órgãos genitais, útero e abdômem estejam sadios. Em outras palavras, a mulher necessita tomar conhecimento de seu poder de criação.
A saúde e o bem-estar da família, da sociedade e da cultura giram ao redor da mulher e dependem em grande parte de sua própria saúde, ou seja, se a capacidade de manter o fluxo de suas energias criativas estão em dia.

A característica mutante da mulher presente desde a pré-história revela hoje ser a grande chance para a reintegração das perspectivas femininas no pensamento da corrente dominante. E é claro que a consciência ecofeminista é a via política e ativista para garantir a consciência dos ciclos femininos. A menstruação é parte integral do desenvolvimento da espiritualidade das mulheres, tanto no plano individual como no coletivo. Para as mulheres, enquanto indivíduos, a valorização do poder da menstruação é fundamental para a nossa capacidade de atingir essa “Velha que sabe”, essa Deusa Interior. É importante renovar nosso espírito, reescrever a celebração do poder da Mulher que, enraizada em seus mistérios, sana sem mais demora as feridas na terra, promove igualdade entre os povos e a Paz por meio da cultura.
Esse novo corpo feminino que se molda e vem surgindo em movimento de valorização dos aspectos e protagonismo femininos revela um enorme potencial das mulheres em mudar o curso da história. Algumas já voltaram a se organizar em círculo (forma de troca de informação sem hierarquia e democrático) para discutir sobre direitos da mulher, da Terra e de seus filhos; para encorajar mulheres a voltarem a ter seus filhos com um mínimo de dignidade, se sentido empoderadas tendo parto natural; outras sabem que amamentar é um ato de amor e que trazer os filhos pertinho, no sling forma seres seguros; há as que já preferem e sabem que menstruar significa uma grande arma de poder que é utilizada para sua evolução e para o planeta e o fazem de forma ecológica, utilizando almofadas menstruais reutilizáveis, sem poluir seu corpo nem a natureza. Tudo em um movimento de conservação planetária, de cura da Terra, de cura da sua comunidade, da cura de si mesma. Ahow!!"





Texto de Sabrina Alves
Clã dos Ciclos Sagrados
http://www.cladosciclosdagrados.com




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"Revelando os mistérios da Tenda da Lua Vermelha"

Dia 11 de outrubro de 2008
Rio de Janeiro

Informações:
shaktilalla@hotmail.com

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"Todos os Deuses reuniram-se perto da Deusa e com grande respeito perguntaram à Grande Deusa: Quem sois vós?

Ela respondeu: Eu sou a natureza instriseca da Consciência. De mim ambos a natureza e a Consciência tem tomado nascimento, este mundo de existência verdadeira e falsa aparência.(...)

Eu sou a Sabedoria da Harmonia Eterna, e eu sou a falta da Sabedoria; Eu sou o conhecimento e eu sou a Ignorância; Eu sou a não nascida e também eu tomo nascimento.; Eu estou acima e abaixo e igualmente além. (...)

Eu sou a Rainha, a mente unidade dos Guardiões do Tesouro, a Consciência Suprema daquele sacrifício oferecido. Eu dou nascimento ao Pai Supremo de Tudo isso; Minha energia criadora está nas águas do oceano interior. Para aquele que sabe isso, a opulência da Deusa aumenta.

Os Deuses tem oferecido muitas vibrações afetuosas a Deusa. Todos os seres vivos chamam por Sua forma do universo. Possa Ela (...) Doadora da Bem- Aventurança e energia, a forma de todo o som, possa esta Deusa Suprema, estando satisfeita com nossos hinos, apresentar-se diante de nós"

Fragmentos do "O Devi Mahatmnyam" (A Glória da Deusa)//"Durga Saptasati" (os setecentos Versos em Louvor a Ela quem Remove todas as Dificuldades)



Ela em todas as coisas. Nas minhas contradições, nos medos, nas dores. Nas catástrofes, na fome da humanidade, na miséria, na obscuridade das mentes inconscientes. Ela, fonte e criadora de tudo o que há da mais suprema beleza, luz infinita e cortante, às trevas aparentemente impenetrantes.

Em tudo há um sentido divino. Um rio que corre, um "desaguar" no mar. Dos ciclos infinitos de condensasões e sublimações de gotas em vapor, em chuva, em águas miúdas, águas que preenchem todos os seres viventes.

Não há porque negar esta nossa essência, este Ser que nos constitui com suas particulas fundamentais, com seu prana/ares, seus fluxos pensamentos/mucos/energias, do mais denso ao mais sutil em nós. Das ações mais mesquinhas à aprendizagem de Sua Sabedoria.

Há um percurso, sim...uma direção que nos leva a níveis, oitavas superiores de uma mesma espiral crescente. Mas a espiral é cíclica, e da mesma energia que ascende, brotam os novos e inexperientes com toda sua aparentemente ignorância, desta única e dinâmica fonte inesgotável.

* Imanência: A Divindade no interior da matéria, tudo é divino, tudo é sagrado.
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“O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de chegada a casa"

J.Shinoda Bolen
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por Monika vom Koss

" O que define uma mulher? Muitas respostas poderiam ser dadas a esta pergunta, mas o que caracteristicamente a define é o fato de que mulher menstrua. E em sua condição plena, ela menstrua regularmente, expressão redundante, pois a palavra menstruação, que significa, literalmente, ‘mudança de lua’, tem como sílaba-raiz mens, mensis, a medida, origem da contagem do tempo, i.é., da regularidade.

A sílaba latina mens forma palavras como medida, dimensão metro, mente, para citar algumas. No sânscrito, a sílaba original era ma, de mãe, mana. Na Suméria, os princípios organizadores do mundo, atributos da deusa Inana, eram os me, sílaba contida no nome de muitas deusas, como Medéia, Medusa, Nêmesis e Deméter.
Para as mulheres da Idade da Pedra, o sangue menstrual era sagrado. É provável que a palavra sacramento se origine de sacer mens, literalmente, menstruação sagrada. Um ritual exclusivamente feminino, conhecido pelos gregos como Thesmophoria, mas cuja origem se perde no tempo, era realizado anualmente no período da semeadura. As mulheres que tinham atingido a idade do sangramento se reuniam num campo sagrado, e ao primeiro sinal do fluxo menstrual, elas desciam por uma fenda para levar sua oferenda às Cobras, as grandes divindades primárias do mundo profundo, que representam o poder regenerador na terra, no campo e no corpo das mulheres. Ofereciam o melhor leitão da ninhada, cuja carne apodrecida junto ao sangue menstrual era misturada às sementes, que então eram enterradas no campo sagrado, para promover e propiciar uma colheita abundante.

Os antigos ritos de menstruação hindus estão relacionados com Vajravarahi, literalmente ‘Porca de Diamante’, a deusa que rege as divindades femininas iradas, que dançam o campo energético do ciclo menstrual. Ela é a dançante Dakini vermelha, filha da Deusa Primal do Oceano de Sangue, mais tarde denominado de Soma.

Representando o fluido da vida, o sangue menstrual sempre foi considerado tabu, palavra polinésia que significa ‘sagrado’ e que foi interpretada pelos antropólogos como sendo ‘proibido’. De fato, o sangue menstrual, como o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo, era tabu, isto é, sagrado e portanto proibido àqueles que não menstruassem, como era o caso dos primeiros antropólogos homens.

No mais esotérico dos rituais tântricos, o Yoni Puja, os sucos liberados pela cópula eram misturados com vinho e partilhados pela congregação. O mais poderoso de todos os sucos era aquele obtido quando a yogini estava menstruando.

Ao longo dos milênios, as mulheres têm desaprendido a arte de menstruar, de fluir com a vida. Nas sociedades tribais, a menarca, o início do fluir do sangue, era celebrada com um rito de passagem, auxiliando a menina a realizar sua entrada para o reino do mana: o poder sagrado transmitido pelo sangue e que tanto podia dar como tirar a vida. Além de apaziguar o poder destruidor, o rito tinha como função auxiliar a menina a entender sua condição física e sua relação com a função procriadora da natureza. Ainda uma criança em espírito e condição social, a partir de suas regras, a jovem deve assumir o comando de sua vida. Sem ritos de passagem, o que temos para oferecer às nossas meninas, que as ajude a transformar e assumir sua nova identidade?

Ao longo do processo civilizatório, a menstruação foi sendo depreciada, relegada, virando tabu. O que era sagrado tornou-se proibido, sujo, contaminado. A regra passou a ser esconder a regra. O resultado disto foi que o evento central na vida de toda mulher madura tornou-se invisível. Ironicamente, retorna à visibilidade para se tornar um negócio milionário, o dos absorventes ditos ‘higiênicos’, mas que continua a reforçar a idéia de que o sangue menstrual é ‘sujo’. O apelo maior da propaganda de absorventes é tornar a menstruação invisível. Promete que usar tal ou qual marca de absorvente possibilita à mulher levar a vida como se nada estivesse acontecendo em seu corpo. Descaracteriza-a como mulher, negando sua característica mais distintiva.

Devemos abolir os absorventes? É claro que não, pois não vivemos na Idade da Pedra. Mas talvez devêssemos nos espelhar no exemplo das índias andinas, que simplesmente se agacham e deixam seu sangue fluir para a terra. Impossibilitadas de agir assim numa terra coberta de asfalto, podemos, contudo, transformar esta prática num ritual. É importante para as mulheres recuperarem o sentido sagrado do fato biológico central em suas vidas. Pois, ainda hoje, a maioria das mulheres ‘liberadas’ acredita que suas regras (aquilo que as rege) é uma inconveniência que, se possível, deveria ser eliminada. Se formos capazes de romper com esta crença, talvez possamos desvincular o feminino da idéia de fragilidade e instabilidade. A decantada imprevisibilidade feminina é, em grande parte, decorrente das oscilações a que a mulher está submetida, ao longo de seu ciclo mensal. É a expressão da imprevisibilidade da própria vida.

O ciclo hormonal feminino apresenta dois pontos culminantes: a ovulação e a menstruação. O polo branco da ovulação, chamado muitas vezes de rio da vida, é o polo ovariano, procriativo, momento do ciclo em que, biologicamente, a mulher se coloca plenamente a serviço da espécie. O polo vermelho da menstruação, também chamado de rio da morte, é o polo uterino, quando a mulher se volta para si mesma. Ou pelo menos deveria, pois a arte de menstruar, a habilidade de fluir com a vida, é o momento em que somos chamadas para dentro, a fim de curarmos a nós mesmas.

Desprezada e negligenciada, não é de estranhar que a menstruação revide. A TPM (Tensão entre Patriarcado e Menstruação) é a expressão do conflito que nós mulheres vivemos, entre voltarmo-nos para o acontecimento sagrado dentro de nós ou atender à demanda do mundo externo. O período menstrual nos torna mais sensíveis, captando os acontecimentos em torno de nós através de uma lente de aumento e reagimos de acordo. Se aprendermos a respeitar o movimento energético que acontece em nosso interior, poderemos usar esta sensibilidade de um modo mais significativo e reverter a depreciação a que o sangramento foi submetido, recuperando sua sacralidade.

Como mulheres modernas, inseridas num mundo que funciona de acordo com os valores masculinos, nem sempre podemos nos recolher na cabana de menstruação, como faziam nossas antecessoras, onde descansavam e partilhavam suas experiências. Mas podemos reduzir nossas atividades ao mínimo, deixando para outro momento algumas delas. Também podemos nos recolher para dentro de nós, enquanto executamos as atividades diárias que nos competem. Depois de cumpridas as tarefas, podemos nos retirar para um lugar tranqüilo e prestar atenção ao que acontece no nosso útero, observar as sensações e os sentimentos, os sonhos que emergem. O período menstrual é o momento em que podemos aprender mais a nosso respeito e curar nossas feridas. Assim reverenciada, a arte de menstruar pode ser recuperada, possibilitando uma vida mais plena e feliz como mulher.


Fonte: Caldeirão

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por Monika von Koss

"Menstruar é um fato central na vida de qualquer mulher. Entre as diferenças que existem entre homens e mulheres, 'sangrar sem morrer' certamente é uma das mais significativas e que deixou forte impressão na mente humana, desde o primórdio dos tempos. Para nossas ancestrais da Idade da Pedra, o sangue menstrual era sagrado. A palavra sacramento provavelmente se origina de sacer mens, literalmente, menstruação sagrada.

Menstruação significa "mudança de lua". Tem como sílaba-raíz mens, mensis, e está na origem da contagem do tempo. Forma palavras como medida, dimensão, metro, mente, para citar algumas.

O sangue menstrual, representando o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo, era tabu, palavra polinésia significando "sagrado" e "proibido". Nas sociedades tribais, a menarca, o início do fluir do sangue, era celebrado com um rito de passagem, auxiliando a menina a realizar sua entrada para o reino do mana: o poder sagrado transmitido pelo sangue e que tanto podia dar como tirar a vida.

Ao longo dos milênios, as mulheres têm desaprendido a arte de menstruar, de fluir com a vida. O que era sagrado tornou-se proibido, sujo, contaminado. A regra passou a ser esconder a regra. O resultado disto foi que o evento central na vida de toda mulher madura tornou-se invisível. Mesmo mulheres "liberadas" acreditam que suas regras (aquilo que as rege) são uma inconveniência que deveria ser eliminada. A decantada imprevisibilidade feminina é, em grande parte, decorrente das oscilaçes a que a mulher está submetida, ao longo de seu ciclo mensal. É expressão da imprevisibilidade da própria vida.

Se você quiser se conhecer melhor como mulher:

· fique atenta ás oscilações que você sente durante seu ciclo menstrual
· observe a lua e note a diferença de menstruar na lua cheia ou lua nova
· anote seus sonhos e veja as diferenças entre ovulação e menstruação.
· elabore um mapa dos padrões para ajudar você a programar seu 'tempo da lua'.


Ritualize sua menstruação:

· aumente a fecundidade de sua vida, menstruando na terra
· organize uma noite de relaxamento, sozinha ou com suas amigas
· prepare comidas e bebidas especiais para os dias sagrados
· retire-se para um lugar especial, na natureza
· planeje uma noite de amor muito especial com seu parceiro (se ele concordar!)

Que a Deusa do Oceano de Sangue te abençoe!"

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http://www.ashevillegallery-of-art.com/images/Snyder/snakegoddess.jpg

"Um dia quando eu não menstruar mais
vou ter saudade desse bicho sangrador mensal
que inda sou
que mata os homens de mistério

Vou ter saudade desse lindo aparente impropério
desse império de gerações absorvidas

Desse desperdício de vidas
que me escorre agora mês de maio.

Ensaio:

Nesse dia vou querer a vida
com pressa
menos intervalo entre uma frase e outra
menos respiração entre um fato e outro
menos intervalos entre um impulso e outro
menos lacunas entre a ação e sua causa
e se Deus não entender, rezarei:

Menos pausa, meu Deus
menos pausa."

Elisa Lucinda
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"Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos."

Cora Coralina


Sobre Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas:

"Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.

Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito."

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"Existió una cultura matrística (de matriz), no matriarcal, desde unos 8 mil años hasta 5 mil años a. de C. Recientes hallazgos arqueológicos indican que en Europa, en la zona del Danubio y en los, Balcanes, se desarrolló una sociedad matrística. No era una sociedad en que las mujeres dominaran a los hombres, sino una cultura en que hombre y mujer eran copartícipes de la existencia, no eran oponentes. Había complementariedad. Las relaciones entre los sexos no eran de dominación ni de subordinación. Se vivía de la agricultura, pero sin apropiación de la tierra, que pertenecía a la comunidad. Los arqueólogos han encontrado poblados que no muestran signos de guerra, no tienen fortificaciones, ni armas como adornos o decorados. Encontraron, en cambio, signos estéticos de la vida, de lo natural. Las imágenes de culto son femeninas o híbridos de mujeres y animales. En ellos, no hay sugerencias de manipulación del mundo, sino de armonía de la existencia. Los signos indican que se vivía la vida como un aspecto de una dinámica cíclica de nacimiento y de muerte. No se consideraba a la muerte una tragedia, sino una pérdida natural. Era una cultura que no estaba centrada en las jerarquías, ni en el control de la sexualidad de la mujer."

Humberto Maturana
Diálogo publicado por la revista Uno Mismo en su Nº 20.
http://matriztica.org/

Texto integral em:
http://circulodelasmujeres.blogspot.com/

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Uma boa reflexão para todos nós:


"Fazer algo pelo outro ou para ele não constitui subordinação ou servidão. É a emoção sob a qual se faz ou se recebe o que é feito que transforma esse fazer numa coisa ou noutra. Os europeus e ocidentais modernos pensam e falam com base na cultura patriarcal a que pertencem. Pensam e falam com base no espaço psíquico patriarcal; e o resultado é que para eles não é fácil ver as outras culturas em seus próprios termos.

Sabemos que o respeito por si mesmo e pelo outro surgem nas relações de aceitação mútua e no encontro corporal, no âmbito de uma confiança mútua e total. Mostramos que o abuso (uso forçado) e a mutilação do corpo de uma pessoa por outra viola essa confiança fundamental. Isso destrói, na pessoa atingida, o respeito por si mesma e sua possibilidade de participar na dinâmica do respeito mútuo, que constitui a coexistência social.

A perda do respeito por si mesmo e pelo outro, envolvida em tais ações, destrói a identidade social e a dignidade individual de um ser humano como aspectos de sua dinâmica biológica. Surge assim uma desolação, que só se pode curar por meio da recuperação do respeito por si mesmo e pelo outro, na mesma ou em outra comunidade humana. A destruição do auto-respeito por meio do abuso corporal resulta na aceitação de uma situação de subordinação por parte de quem é abusado. Contudo, para que ocorra a aceitação da subordinação como relação legítima, tanto pelo abusador quanto por sua vítima, ambos devem viver no espaço psíquico da apropriação.

Afirmamos que tal maneira de viver, em nossa cultura ocidental, surgiu com o patriarcado, no estabelecimento da vida pastoril. Também acreditamos que aquilo que as mulheres aceitaram como condição legítima de convivência - a dominação e o abuso por parte do homem como patriarca - e que passou a ser a principal fonte de servidão e escravidão em nossa cultura, é uma consequência da expansão do espaço psíquico do patriarcado, por meio da apropriação das mulheres patriarcais e não-patriarcais na guerra, e sua subordinação mediante a sexualidade e o trabalho forçados.

Por meio do emocionar da apropriação, o patriarcado criou o espaço psíquico que tornou possível a destruição da colaboração fundamental de homens e mulheres, própria da vida matrística. Também cremos que a servidão e a escravidão da mulher surgiram de fato na expansão do patriarcado, na guerra e na pirataria resultantes do crescimento da população.

O modo como vivemos com nossas crianças é, ao mesmo tempo, a fonte e o fundamento da mudança cultural e o mecanismo que assegura a conservação da cultura que se vive.

Não se ensina às crianças o espaço psíquico de sua cultura - elas se formam nesse espaço.

O patriarcado é um modo de viver um espaço psíquico. Se quisermos recuperar a igualdade colaborativa da relação homem-mulher da vida matrística, temos de gerar um espaço psíquico neomatrístico. Nele as pessoas de ambos os sexos devem surgir na qualidade de colaboradores iguais no viver de fato, sem esforço, como simples resultado de seu crescimento como crianças em tal espaço, no qual as diferenças de sexo são apenas o que são.

Para que isso aconteça, devemos viver à maneira dos homens e mulheres que vivem como colaboradores iguais, por meio de uma co-inspiração na qual homens e mulheres, mulheres e homens, co-participam da criação de uma convivência mutuamente acolhedora e liberadora, que se prolonga desde a infância até a vida adulta."

Humberto Maturana - Gerda Verden-Zöller
Amar e Brincar - Fundamentos esquecidos do humano


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“Quando as mulheres acordam do sono,
as montanhas se movem.”


Provérbio chinês
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"No silêncio da noite
no silêncio da Lua
Faço meus sonhos se realizarem

No silêncio da noite
no silêncio da Lua
Faço meu ser se tornar Real"
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Com o Ecofeminismo, os conhecimentos ancestrais sobre o feminino, o verdadeiro poder das mulheres a cerca dos seus corpos, o saber ligado a terra, ao cuidado e a vida, são resgatados e valorizados.

A percepção de que as mulheres e a natureza foram simultaneamente subordinadas e perseguidas histórica e culturalmente pelo patriarcado e seu sistema político-econômico (capitalismo), seu saber cartesiano-racionalista e sua indústria bélica (simbólica e concreta), alimentou a necessidade de se construir um novo projeto para a humanidade, fundamentalmente pacifista, onde os cuidados com a Mãe-Terra e o retorno a uma consciência feminina centralizam as ações e reinvindicações deste movimento.

A filosofia Ecofeminista abarca um amplo espectro de ensinamentos antigos sobre a convivência harmoniosa entre seres humanos e a natureza (entendida como sagrada), ao mesmo tempo que cria novas alternativas para esta reconexão. Desperta a conciência de um Divino Feminino, fonte original da espiritualidade em todo o planeta, que reempodera as mulheres através da valorização de seu vínculo inato com os ciclos naturais e de sua missão na transformação na consciência planetária.

por Maeve Lalla

"As feministas perceberam que se continuassem com sua ação política mas ao mesmo tempo estivessem ancoradas, enraizadas nos mistérios do que é ser mulher, elas seriam mais eficientes agentes da transformação."

May East

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