.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

* Navegue no interior do site pelas "palavras de toque" ou através do "Arquivo do blog".


"(...) Na Índia, em geral, as jovens Shaktis dravidianas são iniciadas muito cedo nas técnicas do Sahajolî, antes mesmo da puberdade. Habitualmente é a mãe que ensina para as filhas. Na falta dela, será o guru tântrico. Certamente quanto mais precoce for a iniciação, mais fortes os músculos se tornarão e mais total será o seu controle.

Sahajolî também faz parte da educação secreta das devadâsis, as bailadeiras sagradas dos templos hindus, assim como das hetairas gregas(...).

"Tantra, o culto da feminilidade", André Van Lysebeth, Ed.Summus


Sahajolî, em sânscrito, é uma palavra derivada da raiz sahaj, esponâneo, e oli, "voar acima de", "moldar acima"; mais conhecido no ocidente como pompoarismo, é uma técnica que envolve o controle dos músculos da Yoni/Útero, assim como a consciência e domínio dos elementos sutis desta prática.

Enquanto pompoar, esta técnica têm sido divulgada apenas em seu aspecto fisiológico/físico, porém, dentro da tradição tântrica este mudrá associado ao Mula Bandha e ao Uddiyana Bandha, tem um significado especial, atuando no controle/manipulação do prana pelos nadis (ida, pingala, sushumna...), facilitando o processo de elevação da kundaliní-Shaktí através dos centros energéticos (chakras).

André Van Lysebeth, em "Tantra, o culto da feminilidade", sugere alguns exercícios para o fortalecimento da musculatura vaginal, sem no entanto se aprofundar nos aspectos mais sutis desta prática. Da mesma maneira, uma série de apostilas e livros sobre pompoarismo são facilmente encontrados em livrarias virtuais e em versões e-books. Tal abordagem proporciona a mulher mais prazer e saúde, mas oculta os elementos mais preciosos desta prática.

Estão disponibilizados na internet duas referências de estudo em português.

Uma sobre a técnica do pompoarismo e sua correlação com a prática tântrica, descrita pela terapeuta corporal Regina Racco, em "Pompoar, a arte de amar" *.

A outra, muito mais complexa e hermética, descreve os 10 gestos de poder (mudrás) - dentre eles o vajholi/sahajoli - , ensinados por Shiva, que se praticados com empenho despertam a energia adormecida da Kundaliní-Shaktí . Tal texto pode ser acessado na íntegra site Yoga.pro.br, no link apontado abaixo, porém, segue-se um trecho para apreciação:

Hatha Yoga Pradípiká, capítulo III *
Yogi Svatmarama
Fonte: Yoga.pro.br

"Vajrolí para a yoginí.

III:98.
Misturam-se cinzas com bindu após a prática de vajrolí e se esfregam com esta mistura as partes nobres do corpo, obtendo-se assim a visão divina.

III:99.
Se uma mulher praticar o suficiente como para tornar-se uma experta, se for capaz de absorver o bindu (ejaculado em seu interior) por um homem e o retiver dentro por meio de vajrolí, transformar-se-á em uma yoginí.

III:100.
(Assim) sem dúvida, não se perde nem a mais mínima quantidade de fluxo vital feminino. No corpo (da yoginí) o náda transforma-se em bindu.

III:101.
Se o sêmen (bindu) e o fluido feminino (rájas) permanecerem unidos no interior do corpo mediante vajrolí, consegue-se todo tipo de siddhi.

III:102.
A yoginí que preserva seu rájas mediante uma contração ascendente pode conhecer o passado e o futuro, e alcançar a perfeição em khecharí.


Conclusão.
III:103.
Mediante a prática do Yoga de vajrolí, obtém-se a perfeição do corpo (beleza, graça e força); este tipo de Yoga proporciona mérito (púnya) e, embora coexiste com a experiência sensual, conduz à libertação (moksha). "

* Acesse os links clicando sobre os títulos das obras.

Categories:

Leave a Reply

Deixe seu Recado ou Sugetões:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...