.:: Êxtase da Deusa ::.

Memorial

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A Mãe Cósmica
Um Aspecto de Deus
(Trechos)
Paramhansa Yogananda
SELF-REALIZATION FELLOWSHIP PUBLISHING HOUSE
Mount Washington Estates Los Angeles 65, California


Copyright, 1945, by Self-Realization Fellowship First Edition, 1945

"A abelha de minha mente adora beber do lótus azul de Teus pés... Ó Mãe Divina, a abelha de minha mente se absorveu em Teus pés de lótus de luz azul. Ela bebe o mel de Teu amor maternal. Essa Tua abelha real não beberá outro mel que não seja o que é agraciado por Teu perfume. Ó Mãe Divina, voando acima de todos os jardins de minha fantasia, negando a mim mesmo o mel de todos os prazeres, afinal encontrei a secreta ambrosia de Teu coração de lótus. Eu era Tua abelha atarefada, que voava pelos campos das encarnações, aspirando o alento das experiências; já não vagarei, pois Tua fragrância apagou a sede de perfume de minha alma."

(“Sussurros da Eternidade”, ed. 1949)
A onipresença da Mãe Divina

"Não há nada maior do que sentir que Ela está com você. Então, medite na presença da Mãe Divina, que cuidará de você em todos os sentidos, seja a sua dificuldade tristeza, dor ou doença. Ore com inteligência, com a alma explodindo, raramente em voz alta, de preferência mentalmente, sem mostrar a ninguém o que se passa em seu íntimo. Ore inteligentemente, com máxima devoção, como se Deus estivesse escutando tudo que você afirma mentalmente, em seu interior. Continue orando pela noite adentro, na solidão de sua alma. Ore até que Ela lhe responda por meio da voz inteligível da suprema alegria que explode, formigando em cada célula do corpo e em cada pensamento, ou por meio de visões claras que descrevam o que você deve fazer. Aprenda a trabalhar pela Mãe Cósmica como você trabalharia para sua própria mãe. Perceba que você está aqui para amá-La e promover a causa Dela como você mesmo se ajudaria. Todas as formas de amor humano, em sua perfeição, estão encerradas no amor de Deus. Não clame à Mãe Divina como o bebê que pára de chorar tão logo a mãe lhe manda um brinquedo, mas chore sem cessar, rasgando o coração da Mãe Divina, tal qual um divino bebê teimoso que rejeita todas as atrações e brinquedos de nome, fama, poder e posses – e então você encontrará a resposta para suas orações. Uma vez, eu estava em Palm Springs. Sob o céu do deserto, eu cantava hinos devocionais da Índia. Então, nas pedras, nas palmeiras e em todos os lugares, eu A vi. É verdade que Deus não tem forma, mas pode assumir qualquer forma que o devoto queira, só para agradá-lo. Assim, quando eu estava cantando esta canção: “Mãe, minh’alma clama por Ti. Não podes mais Te esconder de mim. Vem do silencioso céu, de minha gruta de silêncio” – Ela apareceu em toda parte. Você não tem idéia de como é maravilhosa a Mãe Divina. Quão grande Ela é! Quão amorosa! Como Ela é importante para a sua felicidade!

A Única Bem-Amada

Sim, Ela é a fonte de seu bem-estar, porque você só está aqui por pouco tempo. Tudo que você experimenta é temporário. Somente a associação com Deus é permanente e para sempre; e, já que é assim, você precisa não se deixar iludir pelas tentações do mundo, a ponto de se esquecer Dele. O Criador pode ser conhecido. O Senhor-Senhora do universo, que pisca nas estrelas, cujo palpitar da vida está em toda folha de grama, é o Ser que você precisa encontrar. Essa é a coisa mais importante do mundo. Você precisa buscar a BemAmada no templo do silêncio. Quando seu coração clamar pela Mãe Divina, várias e várias vezes, com devoção e atenção inextinguíveis, então você A encontrará. Deus pode ser realizado. Deus pode ser conhecido. Não lhes falo de um Deus desconhecido, mas de Alguém que eu conheço – Alguém que é mais real para mim que todas as coisas que você percebe a seu redor. Alguém que é o próprio oceano por debaixo das ondas de nossas vidas. Você pode passar sem qualquer outra coisa, mas não pode viver sem Deus. E lembre-se: a Bem-Amada só pode ser conhecida no segredo de sua devoção. Se deixar que muitas pessoas saibam de sua devoção, você não terá êxito. Precisa criar amor pela Bem-Amada Divina em seu templo de silêncio, com a súplica incessante: “Revela-Te. Revela-Te.” Sim, é correto rezar às vezes por coisas de que necessita, mas seu primeiro desejo deve ser o de conhecer Deus, que não pode ser conhecido sem se aderir às leis divinas, sem que se siga um dos caminhos que levam à Fonte. Você precisa experimentar dentro de si todos os princípios sobre os quais estuda. Isso você só pode conseguir por meio da meditação. Ao pensar em Deus – como Mãe, Pai, Amigo ou Bem-Amado – você não deve ter medo de se perder no Infinito, pois mesmo que assim se perca, ganhará tudo no além. Quem salvar a própria vida voltará a perdê-la, mas quem perder sua vida em Deus se tornará imortal. Você precisa se expandir e dissolver sua consciência na consciência imortal de Deus como Mãe Divina em seu interior, percebendo: “Deus como Mãe Divina está dentro de mim, fora de mim, em toda parte. Curvo-me diante Dela. Eu e minha Mãe Divina somos um. Eu e minha Mãe Divina somos um.” Mãe Divina, curvo-me a Ti no altar do céu e do oceano. Curvo-me a Ti no altar das religiões universais e manifestando-Te nos grandes Mestres. Curvo-me a Ti, ó Mãe, quando Te vejo manifestada em todas as mães. Mãe Divina, escutarei Tuas canções acima de todas as canções da alma. Assistirei ao movimento de Teus músculos nas ondas do mar. Enquanto vagueio na floresta de meus pensamentos inquietos, seguirei a trilha da concentração que conduz a Ti. Tu és o amor que sinto por detrás do afeto familiar, conjugal e fraterno. Tu és o amor por detrás de todos os amores. Prostro-me diante de Ti. 15

Vem a mim como Bondade

(Inspirado em uma canção de Ram Prasad)*
Paramhansa Yogananda

"Verei amanhecer o dia, ó Mãe Divina, em que meu pronunciar de Teu nome trará consigo uma enchente de lágrimas, que inundará a aridez de meu coração e derrubará os portões escuros de minha ignorância? Então, no lago de minhas lágrimas acumuladas, florescerá o lótus luminoso da sabedoria, e as trevas de minha mente serão dissipadas. Ó Mãe Divina sem forma e que tudo permeias, vem a mim na forma tangível da bondade e leva-me para bem longe das praias da tristeza."
(“Sussurros da Eternidade”, ed. 1949)

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